Gasolina sobe até R$ 0,20 em postos do DF e litro chega a R$ 6,89

Alta foi registrada nesta quinta-feira (24) em diversos estabelecimentos; sindicato atribui reajuste a aumento nas distribuidoras, enquanto órgãos de defesa do consumidor acompanham os preços
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Motoristas do Distrito Federal encontraram a gasolina mais cara em diversos postos nesta quinta-feira (24). O preço do litro subiu até R$ 0,20 em alguns estabelecimentos e chegou a R$6,89, enquanto outros postos ainda mantêm o combustível na faixa de R$6,69.

A nova alta ocorre poucos dias depois de uma série de medidas de fiscalização sobre os preços dos combustíveis no DF. O movimento também chamou a atenção de órgãos de defesa do consumidor, que acompanham a evolução dos valores cobrados nas bombas.

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Entenda o que aconteceu

A elevação foi percebida em diferentes postos do Distrito Federal entre quarta-feira (23) e esta quinta-feira. Segundo informações citadas pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o preço passou de aproximadamente R$6,69 para R$6,85 em um grande número de estabelecimentos no período.

Em alguns postos, entretanto, o valor chegou a R$6,89 por litro. A diferença entre os estabelecimentos mostra que o preço final ainda varia conforme o posto e as condições de comercialização.

Sindicato aponta aumento nas distribuidoras

O presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, atribuiu a elevação nas bombas principalmente aos reajustes aplicados pelas distribuidoras.

Segundo ele, a gasolina teve aumento de R$0,30 por litro no valor repassado aos postos na última semana. O dirigente também citou altas no diesel e nos preços do etanol hidratado e anidro como fatores que pressionaram os custos do setor.

A entidade também destacou que os preços cobrados pelos postos são definidos dentro da dinâmica de mercado.

Fiscalização acompanha preços nos postos

O Procon-DF já realizou fiscalizações em mais de 30 postos durante esta semana para verificar os valores praticados e avaliar os efeitos das medidas adotadas recentemente para os combustíveis.

Na fiscalização realizada anteriormente, o órgão informou que encontrou margens consideradas elevadas em alguns estabelecimentos, mas ainda dentro dos padrões analisados. Na ocasião, a gasolina era encontrada entre R$6,69 e R$6,79.

 Senacon avalia ampliar operação

A alta mais recente também provocou pedidos de investigação. O deputado distrital Chico Vigilante informou ter encaminhado ofícios à Polícia Civil do Distrito Federal e à Senacon solicitando apuração sobre a elevação dos preços.

A Senacon informou que avalia ampliar para o Distrito Federal uma operação que já resultou na autuação de 55 postos em cinco estados. O órgão afirmou ter recebido comunicação sobre um aumento generalizado no preço da gasolina no DF.

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A movimentação ocorre em um cenário de mudanças recentes no setor de combustíveis. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontou que a gasolina comum tinha preço médio nacional de R$ 6,54 por litro na semana de 13 a 19 de setembro. No Distrito Federal, dados referentes ao mesmo período apontavam média de aproximadamente R$ 6,67.

Preço pode variar de um posto para outro

Mesmo com a alta registrada em diversos estabelecimentos, o consumidor ainda encontra diferenças significativas entre os postos do DF. Enquanto alguns passaram a cobrar R$ 6,89 pelo litro, outros mantêm o valor em torno de R$ 6,69.

Por isso, a recomendação prática para quem precisa abastecer é pesquisar os valores antes de escolher o estabelecimento, já que o preço final não é uniforme entre os postos.

Entenda o contexto

A discussão sobre os preços dos combustíveis ganhou força no Distrito Federal nas últimas semanas, após medidas de desoneração e ações de fiscalização destinadas a verificar como os valores estão sendo repassados aos consumidores.

O Procon-DF informou anteriormente que vinha analisando notas fiscais de entrada e saída dos postos para verificar a formação dos preços. A Senacon também passou a acompanhar a situação diante dos relatos de aumento em diferentes estabelecimentos.

A explicação apresentada pelo setor é de que parte da pressão veio do aumento dos preços cobrados pelas distribuidoras. Já os órgãos de defesa do consumidor analisam se os reajustes praticados nas bombas correspondem aos custos e às condições de mercado.

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