Renan Santos critica Cármen Lúcia após ficar fora do debate da Globo: “País amaldiçoado”

Candidato do Missão criticou decisão que manteve sua exclusão do debate da Globo, disse que tentará recorrer “até o último minuto” e convocou apoiadores para ato em frente à emissora. A ministra entendeu que a ação apresentada ao STF tratava de matéria da Justiça Eleitoral
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O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) reagiu nesta quinta-feira (1º) à decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou uma tentativa do partido de garantir sua participação no debate presidencial da TV Globo. O encontro está marcado para as 21h30 desta quinta.

Em uma transmissão ao vivo durante uma viagem com integrantes da campanha, Renan criticou a decisão e afirmou que sua equipe jurídica ainda avalia novas medidas para tentar colocá-lo no debate antes do início do programa.

“Que país amaldiçoado. País de gente canalha, sórdida. É tudo armado.”

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Renan diz que tentará recurso “até o último minuto”

Renan afirmou que discute com a equipe jurídica e com o deputado Kim Kataguiri, coordenador de seu programa de governo e envolvido na iniciativa judicial, a possibilidade de apresentar um novo recurso.

“Vocês estão vendo a maior perseguição que um candidato já passou pelo Brasil.”

A declaração expressa a avaliação do próprio candidato sobre as decisões judiciais envolvendo sua campanha. Não há, nas decisões citadas, conclusão judicial de que Renan seja alvo de perseguição.

Cármen Lúcia determinou o arquivamento da ação apresentada ao Supremo. Segundo a ministra, a controvérsia sobre a participação do candidato no debate deve ser tratada pela Justiça Eleitoral.

Antes de recorrer ao STF, o Missão também havia acionado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar incluir Renan no encontro.

Candidato critica decisão e cita Flávio Bolsonaro

Durante a transmissão, Renan também criticou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e associou sua exclusão do debate a Flávio Bolsonaro (PL), adversário na disputa presidencial.

“Cármen Lúcia disse que eu tinha que entrar no TSE. A gente sabia que ia cair no Kassio, um ministro político que ia dar decisão favorável ao Flávio.”

A afirmação sobre favorecimento a Flávio é uma acusação feita por Renan. O candidato não apresentou, na declaração, evidências de interferência do senador na decisão judicial.

Renan também afirmou que pretendia concentrar seus ataques em Flávio caso conseguisse participar do debate. Lula também seria alvo de críticas caso estivesse presente.

“Única pessoa que vou pra cima é o Flávio. Se tivesse Lula, iria pra cima do Lula.”

Renan acusa Globo de favorecer adversário

O candidato também acusou a Globo de agir de forma favorável a Flávio Bolsonaro. Renan especulou sobre as motivações da emissora para a composição do debate, sem apresentar provas de interferência do candidato do PL.

A participação de candidatos em debates segue critérios previstos na legislação eleitoral e regras estabelecidas pelas emissoras. O Missão não possui a representação parlamentar mínima que garante participação obrigatória, razão pela qual a presença de Renan não era automática.

A campanha argumentou à Justiça que a Globo havia incluído Renan em outras etapas da cobertura eleitoral e que isso teria criado uma expectativa de participação no debate.

Renan convoca protesto em frente à Globo

Após a decisão, Renan convocou apoiadores para uma manifestação às 20h desta quinta-feira, no Jardim Botânico, em frente à sede da Globo no Rio de Janeiro.

O candidato afirmou que continuará tentando obter uma decisão judicial favorável antes do início do programa.

O debate está previsto para reunir Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, informou que não participará do encontro.

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