BID anuncia US$ 5,8 bilhões para Aliança Global contra a Fome e a Pobreza apoiada pelo Brasil

Novo aporte amplia para quase US$ 10 bilhões o total já destinado à iniciativa internacional criada para acelerar ações de combate à fome e à pobreza
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou a destinação de US$ 5,8 bilhões para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa apoiada pelo governo brasileiro e lançada no contexto das discussões internacionais sobre segurança alimentar e redução das desigualdades.

Com o novo aporte, o total de recursos já destinados pelo BID ao programa se aproxima de US$ 10 bilhões, somando os US$ 4,1 bilhões anunciados anteriormente. O valor representa cerca de 40% da meta de financiamento de US$ 25 bilhões prevista até 2030.

O que é a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza?
A iniciativa foi criada para acelerar políticas públicas e programas sociais voltados à erradicação da fome e da pobreza em diferentes regiões do mundo.

A proposta reúne governos, organismos internacionais, instituições financeiras e organizações da sociedade civil com o objetivo de ampliar o acesso a recursos financeiros, assistência técnica e troca de conhecimento entre os países participantes.

Atualmente, a aliança conta com mais de 215 membros, incluindo mais de 100 países, dezenas de organizações internacionais e instituições financeiras multilaterais.

Como os recursos serão utilizados?
Segundo o BID, os valores poderão ser destinados tanto para empréstimos quanto para cooperação técnica e doações voltadas a programas sociais.

Os detalhes sobre os projetos beneficiados, os países contemplados e a divisão entre recursos financiados e doados deverão ser divulgados posteriormente pela instituição.

Qual é o papel do Brasil?
O Brasil foi um dos principais articuladores da criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, transformando o tema em uma das prioridades da agenda internacional recente.

A iniciativa busca conectar países que necessitam de apoio financeiro e técnico a governos, bancos de desenvolvimento e entidades capazes de financiar projetos de combate à pobreza e à insegurança alimentar.

Quem lidera a iniciativa?
A Aliança Global tem como copresidentes a secretária de Estado para Cooperação Internacional da Espanha, Eva Granados, e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social do Brasil, Wellington Dias.

Já o BID é presidido pelo economista brasileiro Ilan Goldfajn, que está à frente da instituição desde 2022.

Qual o impacto esperado?
Especialistas avaliam que o aumento dos recursos pode fortalecer programas de transferência de renda, alimentação escolar, agricultura familiar, inclusão socioeconômica e acesso à água em regiões vulneráveis. A expectativa é acelerar o cumprimento das metas globais de redução da fome e da pobreza até o fim da década.

O que acontece agora?
Após o anúncio do novo aporte financeiro, a expectativa é pela divulgação dos projetos que receberão os recursos e dos países que serão beneficiados.

A iniciativa segue ampliando sua base de participantes e busca alcançar a meta de US$ 25 bilhões em financiamentos até 2030.

Contexto e relevância
A fome e a pobreza continuam entre os principais desafios globais. Dados internacionais apontam que centenas de milhões de pessoas ainda enfrentam insegurança alimentar e dificuldades de acesso a condições básicas de vida.

A criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza foi uma das principais iniciativas multilaterais recentes para enfrentar esse cenário. O novo aporte do BID reforça o esforço internacional para ampliar programas sociais e acelerar resultados concretos nos países mais afetados por essas desigualdades.

Carregar Comentários