Faltando poucos dias para a convenção nacional do PL, marcada para 25 de julho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, ainda não definiu quem será seu candidato a vice. Apesar das negociações avançadas, um impasse entre o PL e o Republicanos continua impedindo o anúncio oficial da chapa.
A ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, segue como a principal cotada para ocupar a vaga. No entanto, divergências sobre alianças estaduais, principalmente em Roraima e Mato Grosso, ainda impedem um acordo definitivo entre os partidos.
O que trava a escolha?
Segundo interlocutores das negociações, o Republicanos condiciona o apoio nacional à candidatura de Flávio Bolsonaro à definição de acordos políticos em estados considerados estratégicos. Enquanto essas negociações não avançam, o anúncio da vice permanece em suspenso.
Nos bastidores, lideranças do PL trabalham para fechar um entendimento antes da convenção, evitando que a indefinição prejudique o início oficial da campanha eleitoral.
Daniella Marques continua favorita
Mesmo sem confirmação oficial, Daniella Marques continua sendo o nome mais forte para compor a chapa presidencial. Economista, ela presidiu a Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro e ganhou espaço nas articulações do PL por representar um perfil técnico e por ampliar o diálogo com o eleitorado feminino.
Apesar disso, o nome ainda enfrenta resistências internas, e outros dirigentes do partido defendem que a escolha considere o fortalecimento das alianças políticas para a disputa nacional.
O que acontece agora?
A expectativa é que as negociações se intensifiquem nos próximos dias. Caso PL e Republicanos consigam superar os impasses estaduais, a chapa poderá ser anunciada durante a convenção nacional do partido, em São Paulo.
Se não houver acordo até lá, a definição da vice poderá ser adiada, prolongando a incerteza sobre a composição da chapa de Flávio Bolsonaro para a eleição presidencial.