Caso Berenice: Tiros de dentro para fora de caminhonete e racha por R$ 4 mil motivaram crime

Novas provas desmontaram a versão inicial da patroa e apontam que Berenice foi morta dentro do veículo antes de ter o corpo levado para o Rio de Janeiro.
Redação NC News
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Polícia Civil confirmou neste sábado (18) que a caminhonete da empresária Eliane Alves dos Santos, presa pelo sumiço da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, tinha marcas de dois disparos de arma de fogo feitos de dentro para fora do veículo. O corpo da funcionária de 60 anos foi encontrado em Angra dos Reis (RJ), e a principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado por uma briga feia por direitos trabalhistas.**

O desfecho do desaparecimento que assustava o Litoral Norte de São Paulo ganhou contornos de execução brutal. Berenice sumiu no dia 30 de junho após deixar o restaurante onde trabalhava, em Ubatuba (SP). Na noite de sexta-feira (17), seu corpo foi localizado em uma área de mata no Rio de Janeiro, sendo reconhecido pelo filho por meio de uma tatuagem.

A farsa montada na versão inicial da patroa desmoronou com a chegada dos laudos periciais na caminhonete de luxo da empresária. O delegado Tadeu Ricardo de Castro, responsável pelo caso em São Sebastião (SP), revelou detalhes contundentes que eliminam qualquer narrativa de acidente:

“A caminhonete tinha dois disparos de dentro para fora. Então, pelo menos dois disparos ocorreram dentro do carro, com muito sangue. Se os tiros não transfixaram o corpo, eles ficaram no corpo da dona Berenice ou foram descartados depois.”

A engenharia do crime e o racha por R$ 4 mil

O Instituto de Criminalística confirmou que a grande quantidade de material encontrado no interior do veículo é sangue humano. Cruzando dados de radares de rodovias e câmeras de monitoramento, a polícia refez a rota da caminhonete de São Paulo até o Rio de Janeiro, comprovando o transporte do cadáver.

A raiz do assassinato choca pela futilidade e revela um conflito severo entre patroa e empregada:

O pedido da cozinheira: Berenice tentava acertar uma rescisão contratual amigável após a saída do restaurante e cobrava o valor de R$ 4.000,00 de direitos.
O calote da empresária: Eliane se recusava a pagar a quantia e alegava que já havia entregado R$ 900,00 em dinheiro vivo para a funcionária, mas nunca apresentou um único recibo ou comprovante que sustentasse a história.

Caçada por cúmplices e ocultação de cadáver

A investigação policial está longe de ser dada como encerrada. Pela distância geográfica entre o local da morte e o ponto onde o corpo foi desovado na mata em Angra dos Reis, a Polícia Civil trabalha com a certeza absoluta de que a empresária não agiu sozinha.

Uma operação está em andamento nos bastidores para identificar e prender pelo menos mais uma pessoa que participou diretamente da logística de fuga e da ocultação do cadáver de Berenice. Nos próximos dias, a patroa criminosa será retirada da cela de isolamento para prestar um novo depoimento oficial sob a pressão das novas provas técnicas coletadas, antes de o inquérito ser relatado e enviado ao Ministério Público para a denúncia por homicídio qualificado.

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