Romeu Zema culpa governo Lula pelo tarifaço dos EUA e diz que país adotou postura “reativa e agressiva”

Pré-candidato à Presidência da República, Zema afirmou que a condução da política externa do governo Lula contribuiu para o impasse comercial com os Estados Unidos. Ele também comentou as declarações de Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas, afirmou confiar no sistema de votação e defendeu a impressão de uma amostra dos votos para conferência
Redação NC News
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Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República, responsabilizou, na manhã desta quinta-feira (23), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo impasse envolvendo o tarifaço anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

Durante agenda política em São Paulo, Zema afirmou que a condução da política externa do governo federal contribuiu para desgastar a relação com os Estados Unidos. O pré-candidato criticou posicionamentos do Palácio do Planalto em relação ao dólar e a aproximação com países como Venezuela, Cuba e Irã.

“Me parece que ele criou esse problema. O Brasil precisa tratar todos bem. Está criando um problema que, no futuro, pode nos custar muito caro, que é uma dependência excessiva da China”, afirmou.

Ao ser questionado sobre qual deveria ser a postura do Brasil diante das tarifas, Zema disse que o presidente deveria ter buscado diálogo direto com o governo americano desde os primeiros sinais da medida.

“Quem quer vender vai atrás. Foi o que eu fiz. É o que toda empresa que quer vender faz. O governo brasileiro está com uma postura totalmente inadequada, reativa e agressiva”, declarou. Zema ainda afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende iniciar imediatamente negociações com os principais parceiros comerciais do Brasil.

Urnas eletrônicas

Questionado sobre as recentes declarações do senador Flávio Bolsonaro, que voltou a fazer críticas às urnas eletrônicas em encontro com diplomatas estrangeiros — repetindo alegações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —, Zema disse não acompanhar o episódio e evitou comentar diretamente o posicionamento do parlamentar.

Na sequência, ao responder sobre a confiabilidade do sistema eleitoral, o pré-candidato afirmou confiar nas urnas eletrônicas, mas defendeu a impressão do voto em uma amostra das urnas para auditoria.

“Eu confio nas urnas. Acho que deveria, como já foi proposto, uma amostra delas ter a impressão do voto para uma posterior conferência, para tirar todas as dúvidas.”

Zema acrescentou que, na avaliação dele, eventuais fraudes poderiam ocorrer de forma pontual, mas não teriam capacidade de alterar o resultado de uma eleição.

Vice ainda indefinido

Sobre a escolha do candidato a vice em sua chapa, Zema afirmou que a definição deve ocorrer até o início de agosto.

“A minha candidatura vai ser formalizada agora no dia 27 e, até o dia 5, nós vamos estar decidindo. Temos algumas opções, e as conversas estão caminhando bem. Na política, sempre se deixa para resolver no último dia”, disse.

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