A Justiça de São Paulo prorrogou nesta sexta-feira (24) a prisão temporária do vereador paulistano Senival Moura (PT)por mais 30 dias. A decisão atende a um pedido das autoridades responsáveis pela investigação e recebeu parecer favorável do Ministério Público.
O parlamentar foi preso em 25 de junho durante a Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo para apurar a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista. Segundo os investigadores, Senival é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro relacionada à empresa de ônibus Transunião. O vereador nega as acusações.
Por que a prisão foi prorrogada?
Na decisão, o juiz Nelson Augusto Bernardes de Souza afirmou que a manutenção da prisão é necessária para garantir o andamento das diligências ainda pendentes e evitar prejuízos às investigações.
Segundo o magistrado, a liberdade dos investigados neste momento poderia comprometer a produção de provas e o trabalho da Polícia Federal.
O que investiga a Operação Última Parada?
As investigações apuram um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio da empresa de ônibus Transunião.
De acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público, a organização criminosa teria utilizado empresas do setor de transporte para ocultar patrimônio e movimentar recursos ilícitos. Os investigadores apuram se Senival Moura exercia influência sobre a empresa, embora não figurasse formalmente na administração. O vereador nega participação em qualquer esquema criminoso.
Defesa nega irregularidades
Até o momento, a defesa de Senival Moura sustenta que o vereador é inocente e afirma que ele não tem qualquer ligação com o PCC nem participou de práticas de lavagem de dinheiro.
O caso segue sob investigação e ainda não há condenação relacionada aos fatos apurados.