Falso médico que enganou pacientes em UBS é condenado à prisão em SP

Wellington Augusto Mazini Silva, de 28 anos, atendeu dezenas de pessoas em Cananéia usando registros de outros profissionais e foi descoberto após um erro durante um ultrassom
Redação NC News
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Um homem que atuou como falso médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Cananéia, no litoral de São Paulo, foi condenado a 2 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado, além de 1 ano e 10 meses de detenção em regime semiaberto. Wellington Augusto Mazini Silva, de 28 anos, está preso desde janeiro deste ano.

O caso veio à tona depois que um paciente percebeu um erro grave em um exame de ultrassom. No laudo, Wellington afirmou que a vesícula biliar estava íntegra, apesar de o paciente já ter retirado o órgão. A inconsistência levantou suspeitas dentro da unidade de saúde e acabou levando à prisão do homem.

Como o falso médico foi descoberto?

Wellington atendeu dezenas de pacientes na UBS Dr. Marcondes de Andrade entre os dias 6 e 7 de janeiro. Sem formação em Medicina e sem registro no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), ele realizou exames de ultrassom e assinou documentos utilizando registros profissionais pertencentes a outras pessoas.

A fraude começou a ser descoberta depois que um paciente questionou o resultado de um exame. O laudo dizia que a vesícula estava presente e em boas condições, embora o órgão já tivesse sido retirado.

Ao ser confrontado sobre o resultado, Wellington teria demonstrado nervosismo e refez parte do exame.

A situação ficou ainda mais grave durante outro atendimento. Segundo a investigação, o falso médico também não conseguiu determinar o sexo do bebê nem estimar corretamente a data provável do parto de uma gestante de oito meses.

O que aconteceu depois da denúncia?

Diante das inconsistências, o diretor da UBS consultou o registro profissional informado por Wellington.

O número apresentado não correspondia ao homem que estava realizando os exames. A identificação apontava para outro profissional.

A Polícia Militar foi acionada e Wellington acabou preso em flagrante.

Segundo o caso investigado, ele admitiu que receberia aproximadamente R$ 2 mil pelos atendimentos realizados naquele dia.

Quantas pessoas foram atendidas pelo falso médico?

A reportagem informa que Wellington atendeu dezenas de pacientes durante os dois dias em que atuou na UBS.

O episódio fez com que a Prefeitura de Cananéia adotasse medidas para evitar que os resultados produzidos durante os atendimentos irregulares fossem utilizados sem nova avaliação.

Os pacientes que passaram pelos exames foram convocados para realizar novos procedimentos, desta vez com profissionais habilitados. A medida teve como objetivo garantir a segurança dos diagnósticos e a continuidade do atendimento.

Quais crimes foram atribuídos ao condenado?

O processo analisado pela Justiça de São Paulo envolveu cinco crimes:

falsa identidade;
tentativa de estelionato;
exercício ilegal da Medicina;
falsificação de documentos particulares;
exposição da vida ou da saúde de terceiros a perigo.
A condenação foi determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A decisão, no entanto, ainda pode ser contestada por meio de recurso.

É importante destacar que a condenação se refere aos crimes reconhecidos no processo judicial. O caso não deve ser tratado como uma autorização para atribuir ao condenado outros fatos que não tenham sido comprovados judicialmente.

O que a Prefeitura de Cananéia fez?

Após a descoberta da fraude, a Prefeitura informou que os pacientes atendidos pelo falso médico seriam chamados novamente para a realização dos exames.

A administração municipal afirmou que a medida buscava garantir a fidedignidade dos diagnósticos, além de manter a continuidade do atendimento com segurança e qualidade.

O episódio também expôs uma falha grave no processo de identificação e contratação de profissionais para atendimento em uma unidade de saúde pública.

ENTENDA O CONTEXTO

Wellington Augusto Mazini Silva foi preso em janeiro de 2026 depois de atuar como falso médico na UBS Dr. Marcondes de Andrade, em Cananéia, no litoral paulista.

Ele não possuía formação médica nem registro no Cremesp e utilizava informações profissionais de outras pessoas para realizar exames e assinar documentos.

A fraude foi descoberta após um paciente questionar um laudo que afirmava que sua vesícula estava intacta, embora o órgão já tivesse sido retirado. A direção da unidade verificou o registro profissional utilizado e acionou a Polícia Militar.

A investigação também apontou dificuldades do falso médico em procedimentos relacionados a uma gestante de oito meses.

O caso chegou à Justiça e Wellington foi condenado por cinco crimes. A pena inclui prisão em regime fechado e detenção em regime semiaberto, mas a decisão ainda pode ser objeto de recurso.

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