STF autoriza quebra de sigilo telefônico em investigação sobre fraude no INSS que cita Weverton Rocha

Ministro André Mendonça autorizou rastreamento por antenas de telefonia durante operação da PF; investigação apura supostos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Redação NC News
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra do sigilo de dados telefônicos do advogado Willer Tomaz de Souza no âmbito da investigação da Polícia Federal (PF) que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionado ao INSS.

A decisão também permitiu o monitoramento da localização do investigado em tempo real por meio das Estações Rádio-Base (ERBs) da operadora Vivo durante o cumprimento das diligências policiais.

Segundo a investigação, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) é apontado pela Polícia Federal como suposto beneficiário final do esquema. O parlamentar nega irregularidades e não há condenação contra os investigados.

O que foi autorizado pelo STF

De acordo com a decisão de André Mendonça, a quebra de sigilo não incluiu o conteúdo de ligações telefônicas ou mensagens.

A autorização permitiu apenas o acesso a:

  • dados cadastrais;
  • registros de conexão;
  • informações de geolocalização do aparelho celular por meio das ERBs.

A medida teve como objetivo acompanhar os deslocamentos do investigado durante a deflagração da operação.

PF justificou risco de fuga

Na representação enviada ao Supremo, a Polícia Federal argumentou que Willer Tomaz possui uma estrutura logística que poderia dificultar o cumprimento simultâneo das medidas judiciais.

Segundo os investigadores, o advogado teria ligação com empresas de táxi aéreo, aeronaves e pilotos, o que possibilitaria deslocamentos rápidos entre Brasília e o Maranhão.

Por esse motivo, a PF solicitou o rastreamento em tempo real para garantir a efetividade da operação.

Investigação segue em andamento

O inquérito apura supostos crimes de:

  • lavagem de dinheiro;
  • organização criminosa;
  • ocultação de patrimônio.

As investigações fazem parte das apurações relacionadas a um suposto esquema envolvendo recursos ligados ao INSS.

Até o momento, não há condenações, e os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

 

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