O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais com 29% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). Patrus Ananias (PT) aparece numericamente em segundo, com 11%, seguido por Alexandre Kalil (PDT), com 10%.
Mateus Simões (PSD) registra 7% e Gabriel Azevedo (MDB), 5%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, Patrus, Kalil, Simões e Gabriel estão tecnicamente empatados.
A vantagem de Cleitinho também aparece nas simulações de segundo turno. O candidato do Republicanos lidera os três confrontos diretos testados com seu nome.
Como está a corrida pelo governo de Minas?
No cenário estimulado, Flávio Roscoe (PL) aparece com 3%, Ben Mendes (Missão) tem 2%, enquanto Professor Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU) registram 1% cada. Indira Xavier (UP) e Henrique Áreas (PCO) aparecem com 0%.
Fora da escolha por um candidato, 19% dos entrevistados ainda estão indecisos e outros 12% dizem que pretendem votar em branco, anular ou não votar.

Cleitinho também lidera nos cenários de segundo turno
A Quaest simulou seis possibilidades de segundo turno e Cleitinho aparece à frente nos três confrontos dos quais participa.
Contra Alexandre Kalil, o senador registra 48%, diante de 27% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Nesse cenário, 15% estão indecisos e 10% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois.
Diante de Patrus Ananias, a vantagem é de 25 pontos. Cleitinho aparece com 51%, enquanto o petista tem 26%.
Contra Mateus Simões, Cleitinho registra 49%, diante de 17% do atual governador.
E se Cleitinho não estiver no segundo turno?
A pesquisa também testou confrontos sem o atual líder.
Entre Alexandre Kalil e Patrus Ananias, Kalil aparece com 42%, enquanto Patrus tem 18%.
O cenário entre Kalil e Mateus Simões é mais apertado. Kalil registra 32% e Simões, 30%, uma diferença dentro da margem de erro.
Já no confronto entre Patrus e Simões, o petista aparece numericamente à frente, com 35%, contra 31% do atual governador. A diferença também está dentro da margem de erro.
Quase metade dos eleitores ainda admite mudar o voto
Apesar da liderança de Cleitinho, a pesquisa mostra que uma parcela importante do eleitorado mineiro ainda pode mudar de candidato.
Para 54% dos entrevistados, a escolha atual é definitiva. Outros 45% afirmam que ainda podem trocar de voto até as eleições de 4 de outubro.
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam os nomes dos candidatos, a indefinição é ainda maior.
Nesse cenário, Cleitinho aparece com 11%, Patrus tem 3%, Kalil registra 2%, enquanto Gabriel Azevedo e Mateus Simões aparecem com 1% cada. Oitenta por cento dos entrevistados estão indecisos.
Apoios nacionais podem influenciar a corrida
A Quaest também perguntou aos mineiros sobre o perfil político desejado para o próximo governador.
Segundo o levantamento, 34% preferem um governador aliado de Lula, 30% querem alguém alinhado a Flávio Bolsonaro e 31% preferem um governador independente dos dois grupos.
O apoio do ex-governador Romeu Zema também foi testado. Para 26%, o apoio de Zema aumenta a possibilidade de votar em determinado candidato. Para 49%, não muda a decisão, enquanto 21% dizem que o apoio diminui a chance de voto.
Como foi feita a pesquisa?
A Quaest ouviu 1.506 eleitores de Minas Gerais com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-04060/2026.
Pesquisa eleitoral representa um retrato das intenções dos entrevistados no período da coleta e não é uma previsão do resultado das urnas.
ENTENDA O CONTEXTO
Cleitinho chega à nova pesquisa Quaest com uma vantagem expressiva na corrida pelo governo mineiro. O senador registra 29%, enquanto nenhum dos demais candidatos ultrapassa 11%.
A disputa mais apertada está logo atrás. Patrus Ananias, Alexandre Kalil, Mateus Simões e Gabriel Azevedo aparecem tecnicamente empatados quando considerada a margem de erro.
Cleitinho também lidera os três cenários de segundo turno testados com seu nome.
Apesar disso, a corrida ainda tem espaço para mudanças. Quase metade dos entrevistados admite que pode trocar de candidato, enquanto a pesquisa espontânea mostra 80% de indecisos.
O primeiro turno acontece em 4 de outubro.