A disputa judicial entre Simone Mendes e Léo Stuart, guitarrista da banda Tihuana, ganhou um novo capítulo. A defesa do músico afirma que a cantora e seus representantes não compareceram a uma audiência de conciliação realizada em 21 de julho, apesar de o encontro ter sido solicitado pela própria defesa da artista.
O processo está relacionado ao desabamento de um muro ligado a uma obra no imóvel de Simone, em Alphaville, na Grande São Paulo, que atingiu a propriedade vizinha administrada pelo músico. A ação envolve pedidos que ultrapassam R$ 1,3 milhão, incluindo danos materiais e R$ 1 milhão por danos morais. Não há condenação definitiva da cantora ao pagamento desse valor.
Leia também:
Simone Mendes é processada em R$ 1,3 milhão após muro desabar
Entenda o que aconteceu
O episódio que deu origem ao processo ocorreu em 6 de novembro de 2024, durante um período de fortes chuvas. Segundo a ação, um muro relacionado à obra realizada no imóvel de Simone cedeu e uma enxurrada de água, lama e entulhos avançou sobre a propriedade vizinha.
A casa atingida pertence à empresa Black Diamond Holding, administrada por Léo Stuart. O músico afirma que diferentes áreas da propriedade foram destruídas ou danificadas após o desabamento.
Audiência terminou sem acordo
Segundo o advogado do guitarrista, a defesa de Simone havia solicitado a realização de uma audiência de conciliação. O encontro aconteceu em 21 de julho, mas, de acordo com o relato apresentado pela defesa de Léo, apenas o músico e seu advogado compareceram.
Diante da ausência da outra parte, a defesa do guitarrista pediu a aplicação da multa prevista para o não comparecimento. Agora, caberá à Justiça decidir os próximos passos, incluindo a possibilidade de uma nova tentativa de conciliação ou o prosseguimento do julgamento.
Piano de R$ 400 mil está entre prejuízos relatados
Entre os bens que Léo afirma terem sido atingidos está um piano avaliado em aproximadamente R$ 400 mil. O músico também relata prejuízos no pomar, piscina, lago de carpas e sistema de abastecimento de água da propriedade.
Uma carpa de estimação teria morrido após o lago ser atingido pelos resíduos. Os valores definitivos dos danos materiais ainda estão sendo discutidos judicialmente.
Perícia apontou problema em muro ligado à obra
Uma perícia judicial realizada no caso apontou que o muro construído no imóvel da cantora não possuía sistema adequado de drenagem e não apresentava estrutura suficiente para suportar os esforços horizontais provocados pelo solo saturado de água.
Segundo a análise técnica, o muro teria funcionado como uma espécie de barragem durante as fortes chuvas, aumentando a pressão sobre a estrutura e contribuindo para o colapso.
A conclusão técnica integra o processo, mas não significa, por si só, uma condenação definitiva de Simone às indenizações reivindicadas pelo músico.
Justiça já determinou reconstrução de estruturas
Em outra frente do processo, a Justiça determinou a paralisação da obra e estabeleceu que fossem reconstruídos os muros e restauradas áreas danificadas na propriedade de Léo.
Simone recorreu, mas a 36ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a determinação por unanimidade em abril de 2026. Posteriormente, a defesa apresentou recurso buscando levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça.
Veja também:
O que diz a defesa de Simone Mendes
A defesa de Simone afirma que o desabamento ocorreu durante um período de fortes chuvas e classificou o episódio como um incidente. Também declarou que a execução da obra ficou sob responsabilidade de uma empresa contratada, inclusive nas questões relacionadas à segurança.
Os representantes da cantora ressaltaram ainda que a disputa permanece em tramitação e não existe decisão definitiva sobre o processo.
Entenda o contexto
O NC News já havia noticiado nesta quarta-feira (2) a ação de R$ 1,3 milhão envolvendo Simone Mendes e Léo Stuart. A disputa começou após o desabamento de 2024 e reúne discussões sobre os prejuízos causados ao imóvel, as condições da obra e a responsabilidade pelo ocorrido.
O novo elemento é o relato sobre a audiência de conciliação de julho. Como não houve acordo, a disputa continua na Justiça, que ainda terá de analisar os pedidos de indenização e definir as responsabilidades civis no caso. Até o momento, Simone Mendes não foi condenada definitivamente a pagar os R$ 1,3 milhão reivindicados.
Mais lidas do NC News:
Augusto Cury defende semipresidencialismo e mandato de 8 anos para ministros do STF
Imprensa internacional chama mensagens de Vorcaro e Moraes de “bomba atômica”
Vorcaro prestou depoimento a auxiliar de André Mendonça sem presença da PF