Uma discussão entre Luana Piovani e Pedro Scooby envolvendo os filhos chamou atenção nas redes sociais e acabou trazendo à tona uma dúvida bastante comum entre pais: afinal, como uma criança pega piolho?
Piovani mostrou nas redes o que aparentavam ser piolhos em um pedaço de papel higiênico e afirmou que a filha teria adquirido a infestação depois de uma viagem com o surfista. Scooby rebateu a afirmação e disse que a menina já teria chegado de Portugal, onde mora com a mãe, com lêndeas.
A troca de acusações virou meme nas redes sociais, com internautas brincando até mesmo sobre uma suposta “origem” portuguesa ou brasileira dos parasitas.
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Entenda o que aconteceu
A repercussão do caso levou a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro a publicar um alerta bem-humorado sobre o assunto. A mensagem aproveitou a relação do surfista com o esporte e brincou: “Não deixe o piolho surfar essa onda!”.
Apesar das brincadeiras, a infestação por piolhos, conhecida como pediculose, é bastante comum, principalmente entre crianças em idade escolar. O problema é provocado pelo Pediculus humanus, um pequeno inseto que não possui asas e se alimenta de sangue.
Os parasitas vivem próximos ao couro cabeludo e podem provocar coceira intensa, um dos sinais mais conhecidos da infestação.
As fêmeas conseguem colocar vários ovos por dia e vivem cerca de um mês. Por isso, uma infestação pode aumentar rapidamente quando não é identificada e tratada.
Como os piolhos são transmitidos
Ao contrário do que muita gente imagina, os piolhos não voam e não pulam. Eles se movimentam pelos fios de cabelo e passam principalmente de uma pessoa para outra por meio do contato direto e da proximidade entre as cabeças.
Isso ajuda a explicar por que os casos são comuns entre crianças que frequentam escolas e outros ambientes em que existe contato próximo.
Os parasitas também podem ser encontrados em objetos de uso pessoal, como pentes, toalhas, bonés e acessórios de cabelo, por isso não é recomendado compartilhá-los.
Piolho não é sinal de falta de higiene
Um dos principais mitos relacionados à pediculose é a ideia de que os piolhos aparecem porque uma pessoa não mantém bons hábitos de higiene.
Isso não é verdade.
Os parasitas precisam do ser humano para sobreviver e encontram no couro cabeludo condições adequadas de calor, umidade e alimentação. Por isso, qualquer pessoa pode ter piolhos, independentemente da frequência com que lava os cabelos.
O estigma relacionado à falta de higiene pode inclusive dificultar a identificação e o tratamento dos casos, principalmente entre crianças.
Quais são os principais sintomas
A coceira intensa no couro cabeludo é um dos sintomas mais frequentes da pediculose. Também é possível encontrar as lêndeas, que são os ovos dos piolhos, presas aos fios de cabelo.
Quando a infestação permanece por muito tempo, o ato constante de coçar pode provocar feridas no couro cabeludo e na região da nuca. Essas lesões podem facilitar o surgimento de infecções bacterianas.
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Como acabar com os piolhos
O pente fino é uma das ferramentas utilizadas para retirar piolhos e lêndeas dos cabelos. Também existem tratamentos antiparasitários de uso tópico, como loções e xampus específicos.
A escolha do produto, porém, deve levar em consideração a idade e as condições de cada pessoa. Crianças, gestantes e idosos podem apresentar maior sensibilidade a determinados medicamentos, por isso a orientação de um profissional de saúde é importante.
Outro cuidado é não recorrer a receitas caseiras ou produtos que não tenham eficácia comprovada.
Aplicar substâncias inadequadas, como inseticidas, no couro cabeludo pode provocar irritações, queimaduras, queda de cabelo e até consequências graves.
Vinagre ajuda a remover as lêndeas?
O vinagre aparece frequentemente entre as receitas caseiras compartilhadas para combater piolhos. A recomendação citada na orientação da área de saúde é utilizá-lo, quando apropriado, para auxiliar na remoção das lêndeas com o pente fino.
Isso não significa, porém, que o vinagre substitua o tratamento contra a infestação.
A principal função nesse processo é ajudar a amolecer a substância que prende os ovos aos fios, facilitando a passagem do pente fino.
Como prevenir novas infestações
Quando há casos de piolho na escola, é importante aumentar a atenção ao couro cabeludo das crianças e observar sinais como coceira e presença de lêndeas.
Também é recomendado evitar o compartilhamento de objetos pessoais, principalmente:
- pentes;
- escovas;
- toalhas;
- bonés;
- presilhas;
- acessórios de cabelo.
- Roupas de cama e toalhas devem ser lavadas regularmente.
A escola também deve ser comunicada quando uma criança estiver infestada. Dessa maneira, outros casos podem ser identificados e tratados, reduzindo o risco de novas transmissões.
Cortar ou raspar o cabelo resolve o problema?
Manter o cabelo curto ou raspá-lo não elimina nem impede uma infestação por piolhos.
Cabelos mais curtos, no entanto, podem facilitar a visualização dos parasitas e das lêndeas e tornar a remoção com o pente fino mais simples.
O mais importante é identificar o problema e realizar o tratamento adequado.
Entenda o contexto
Embora a discussão entre Luana Piovani e Pedro Scooby tenha transformado o assunto em meme nas redes sociais, a pediculose é uma condição comum e que pode atingir pessoas de diferentes idades.
O principal ponto é entender que piolho não tem relação direta com falta de higiene e que a transmissão acontece principalmente pelo contato próximo entre pessoas.
A identificação rápida e o tratamento adequado ajudam a interromper o ciclo de infestação. Também é importante evitar soluções improvisadas que possam causar lesões no couro cabeludo.
No caso das crianças, a atenção dos pais e da escola é fundamental para identificar novos casos e impedir que o problema continue circulando.
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