O Ibovespa terminou o pregão desta quarta-feira (9) em queda de 0,93%, aos 185.629,04 pontos. O mercado brasileiro acompanhou o movimento de cautela observado no exterior, enquanto investidores também monitoraram os novos desdobramentos da crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma operação da Polícia Federal.
A principal pressão veio do cenário internacional. O petróleo voltou a superar os US$ 100 por barril em meio à escalada dos conflitos no Oriente Médio, aumentando a preocupação com inflação e juros em diferentes economias.
O índice chegou a cair mais durante o pregão e registrou mínima de 184.810,27 pontos antes de reduzir parte das perdas no fim da sessão.
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Petróleo volta a preocupar investidores
A valorização do petróleo ganhou força depois de novos episódios envolvendo Estados Unidos, Irã e países da região do Oriente Médio.
O aumento do preço da commodity preocupa os mercados porque pode elevar os custos de transporte e produção, pressionar a inflação e dificultar a redução dos juros pelos bancos centrais.
O movimento também afetou os mercados acionários internacionais, aumentando a aversão ao risco e contribuindo para a queda da Bolsa brasileira.
Dólar fecha acima de R$ 5,10
No mercado de câmbio, o dólar comercial avançou e terminou o dia cotado a R$ 5,11. A moeda americana ganhou força diante da maior busca dos investidores por ativos considerados mais seguros em meio ao cenário internacional de maior tensão.
O movimento do dólar também acompanha a preocupação com o impacto da alta do petróleo sobre a inflação e sobre as perspectivas para os juros.
Crise no STF também entra no radar dos investidores
Além dos fatores externos, o cenário político e institucional brasileiro continuou sendo acompanhado de perto pelo mercado.
A disputa envolvendo ministros do STF ganhou novos capítulos nesta semana, com decisões diferentes sobre o comando da Polícia Federal e mudanças na condução de investigações dentro da própria Corte.
Edson Fachin suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino relacionadas à direção da PF e manteve Andrei Rodrigues no cargo. O presidente do Supremo também retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito das fake news e determinou que novas investigações envolvendo ministros sejam concentradas na Presidência do tribunal.
A Corte marcou uma sessão extraordinária para 15 de setembro para analisar os desdobramentos do relatório da PF relacionado ao caso Banco Master.
Operação da PF aumenta atenção sobre o cenário doméstico
Outro acontecimento acompanhado pelo mercado nesta quinta-feira foi a Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas envolvendo recursos públicos e a produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e teve entre os alvos o deputado federal Mário Frias e a produtora Karina Gama. A PF também apreendeu sete armas registradas em nome do parlamentar.
A investigação apura suspeitas de crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em licitações. Os envolvidos negam irregularidades.
Mercado acompanha cenário brasileiro de perto
A combinação de tensão externa e incerteza doméstica aumenta a volatilidade dos ativos brasileiros.
Nesta quarta-feira, porém, o movimento do Ibovespa foi influenciado principalmente pelo ambiente internacional e pela disparada do petróleo. A B3 registrou queda de 0,93% no principal índice acionário, que encerrou o pregão aos 185.629 pontos.
O mercado também segue atento às decisões do STF, ao calendário eleitoral e aos próximos movimentos dos preços das commodities.
O que esperar dos próximos pregões
Os investidores devem continuar acompanhando principalmente o comportamento do petróleo e os novos acontecimentos no Oriente Médio.
No Brasil, decisões relacionadas à crise no STF e à Polícia Federal podem continuar influenciando a percepção de risco do mercado, especialmente enquanto a Corte se prepara para a sessão extraordinária de 15 de setembro.
Também permanecem no radar as expectativas para juros, inflação, câmbio e o cenário eleitoral de 2026.
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Entenda O Contexto
O Ibovespa é o principal índice da Bolsa brasileira e reúne ações de empresas negociadas na B3. Na quarta-feira, 9 de setembro de 2026, o indicador fechou em 185.629,04 pontos, com queda de 0,93%.
O resultado ocorreu em um cenário de maior aversão ao risco no exterior, especialmente pela escalada das tensões no Oriente Médio e pela alta do petróleo, que voltou a superar os US$ 100 por barril.
No Brasil, os investidores também acompanharam a crise institucional envolvendo ministros do STF, decisões conflitantes sobre a Polícia Federal e os desdobramentos de investigações relacionadas ao Banco Master.
Nesta quinta-feira, 10 de setembro, uma operação da PF sobre suspeitas envolvendo recursos públicos e o filme “Dark Horse” acrescentou outro elemento de atenção ao cenário doméstico. Apesar de todos esses fatores integrarem o ambiente observado pelos investidores, o recuo de quarta-feira foi fortemente associado ao cenário externo e à disparada do petróleo.
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