Homem condenado por transmitir HIV à ex-namorada responde a nova ação envolvendo três vítimas em RO

Dentista já cumpre pena em regime semiaberto e teve nova prisão preventiva decretada em processo ainda sem audiência de instrução e julgamento
Redação NC News
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Um dentista de Rondônia que já foi condenado a cinco anos de prisão por transmitir HIV a uma ex-namorada responde agora a uma nova ação na Justiça envolvendo outras três mulheres. A nova prisão preventiva foi decretada após pedido do Ministério Público de Rondônia, que apontou risco de novas contaminações.

O homem, identificado como Jean José Dunga de Oliveira, estava cumprindo a pena em regime semiaberto quando a nova prisão foi determinada pelo 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Porto Velho.

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Entenda o que aconteceu

Jean José Dunga de Oliveira já havia sido condenado pela Justiça de Rondônia a cinco anos de prisão em regime semiaberto em um processo relacionado à transmissão do HIV a uma mulher com quem se relacionava.

Agora, ele responde a um novo processo envolvendo outras três vítimas. Segundo informações divulgadas sobre a investigação, as mulheres afirmaram à polícia que o homem teria omitido sua condição sorológica e, em determinados momentos, as teria induzido a manter relações sexuais sem preservativo.

O novo processo ainda não teve audiências de instrução e julgamento. Portanto, as acusações relacionadas às três novas vítimas ainda estão sob apuração judicial.

Nova prisão preventiva foi decretada

A nova prisão preventiva foi solicitada pelo Ministério Público de Rondônia. De acordo com as informações divulgadas, a promotoria apontou preocupação com o risco de novas contaminações.

O pedido foi aceito pelo 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Porto Velho.

O que dizem as investigações

Segundo a investigação, o dentista saberia que era portador do HIV desde pelo menos 2017. Médicos que o acompanhavam teriam relatado que ele não seguia regularmente o tratamento, o que, segundo a apuração, teria mantido a carga viral detectável.

As informações sobre o tratamento aparecem como elementos da investigação e devem ser analisadas no processo.

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Defesa já contestou acusação

Antes do julgamento do primeiro processo, o advogado de Jean afirmou que ele fazia tratamento e disse não acreditar que estivesse infectando as mulheres com HIV. A defesa também foi procurada para comentar a nova prisão, segundo as informações divulgadas, mas não havia manifestação registrada no momento da publicação.

Entenda o contexto

O caso envolve dois momentos distintos na Justiça. No primeiro, Jean foi condenado a cinco anos de prisão por um caso envolvendo uma ex-namorada e estava cumprindo a pena em regime semiaberto.

No segundo processo, ele é acusado de envolvimento em casos que têm outras três mulheres como vítimas. Essa nova ação ainda está em fase anterior às audiências de instrução e julgamento, portanto as acusações ainda serão analisadas pela Justiça.

A nova prisão preventiva foi determinada justamente durante essa segunda investigação, após o Ministério Público apontar risco de novas contaminações.

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