A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira, uma operação para identificar um suspeito de realizar ameaças a deputada estadual Bella Gonçalves (PT/MG). Durante a operação, que aconteceu em uma comunidade da região Centro-Sul de Belo Horizonte, os agentes da PF apreenderam um telefone celular.
As investigações que deflagraram a operação começaram após a parlamentar receber, em julho deste ano, mensagens por e-mail com ameaças de agressão e de estupro. Na mensagem, o suspeito também enviou dados pessoas de Bella Gonçalves e teria relacionado expressamente as ameaças à atuação da deputada estadual durante o exercício do mandato.
De acordo com a Polícia Federal, o suspeito poderá responder pelo crime de ameaça relacionado ao exercício da função parlamentar, caso seja confirmada a participação nos fatos. A pena pode chegar a quatro anos de reclusão, além de pagamento de multa.
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PF apreendeu celular durante operação
A ação desta sexta-feira teve como objetivo avançar na identificação do responsável pelas ameaças.
Durante o cumprimento das medidas, os policiais apreenderam um telefone celular. O material deverá ser analisado pelos investigadores para buscar informações que possam ajudar a esclarecer a autoria das mensagens e as circunstâncias do caso.
Até o momento, a operação busca identificar o responsável pelos ataques. A apreensão do aparelho, por si só, não confirma a autoria das ameaças.
Ameaças foram enviadas por e-mail
Segundo as informações da investigação, Bella Gonçalves recebeu as mensagens em julho. O conteúdo incluía ameaças de agressão e estupro.
Ainda de acordo com a apuração, o autor teria enviado dados pessoais da deputada e feito referência à atuação dela no exercício do mandato.
Caso a participação do suspeito seja confirmada, ele poderá responder pelo crime de ameaça relacionado ao exercício da função parlamentar. A legislação prevê pena de até quatro anos de reclusão, além de multa, conforme o enquadramento apontado pela PF.
Comitê de campanha também foi vandalizado
Além das ameaças, um dos comitês de campanha de Bella Gonçalves, em Belo Horizonte, foi alvo de vandalismo.
A parlamentar, que é candidata a deputada federal nas Eleições 2026, afirmou em vídeo que uma placa do comitê foi retirada e que os responsáveis pelo ataque ainda não foram identificados.
Segundo Bella, os episódios fazem parte de uma tentativa de intimidar sua atuação política.
“O que eles querem é impedir nossa atuação parlamentar. Querem nos tirar da política.”
A deputada também classificou os episódios como parte de um cenário de violência política de gênero contra mulheres que ocupam espaços públicos.
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Deputada afirma que ataques não são apenas contra ela
No vídeo divulgado sobre o caso, Bella Gonçalves afirmou que a violência política de gênero atinge outras mulheres que ocupam cargos públicos.
“Esse ataque não é só a mim. E sim a todas as mulheres”, afirmou a parlamentar.
A equipe da deputada informou anteriormente que acionou as autoridades para investigar as ameaças e que os detalhes sobre os dados pessoais expostos seriam preservados para não prejudicar a apuração.
Entenda o contexto
O caso ocorre durante o período eleitoral de 2026 e envolve uma candidata que atualmente exerce mandato de deputada estadual em Minas Gerais.
Além das ameaças de morte e estupro relatadas pela parlamentar, o comitê central de sua campanha também foi alvo de vandalismo. As autoridades foram acionadas para identificar os responsáveis e esclarecer se os episódios possuem relação entre si.
A investigação da Polícia Federal busca agora analisar o material apreendido e reunir elementos que possam confirmar a autoria das ameaças.
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