Maitê Proença defende Regina Duarte e pede fim de ataques à atriz

Em entrevista, atriz afirmou que Regina Duarte “não é uma pessoa ruim” e criticou o tratamento agressivo dado à colega.
Redação NC News
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Atriz de novelas marcantes e figura constante no debate cultural, Maitê Proença, 68, volta ao centro das atenções ao participar do quadro “um nome, uma frase”, do programa semanal da coluna GENTE, disponível no canal VEJA+ no YouTube e em plataformas de streaming. Em respostas rápidas, ela revisita amizades, desavenças e bastidores da televisão brasileira.

A dinâmica simples — ouvir um nome e resumir em poucas palavras — ganha peso na voz de quem acumula décadas de história no audiovisual. Ao expor memórias pessoais e profissionais, Maitê se aproxima de fãs que a acompanham desde jovem e ajuda a preservar capítulos importantes da cultura pop nacional.

Retratos afetivos de uma geração da TV

Ao longo do quadro, a atriz transforma o jogo em espécie de álbum de retratos falado. Sobre Gracindo Júnior, não hesita: “Coração”. A resposta curta condensa carinho e reconhecimento por um colega que atravessa gerações de telespectadores.

Quando ouve o nome de Boni, ex-todo-poderoso da televisão, Maitê reforça a dimensão histórica do executivo. “É o maior. Um visionário com coração do tamanho de um bonde”, afirma. A frase traduz a percepção de quem viveu de perto o período em que a TV aberta moldava hábitos de milhões de brasileiros.

As lembranças incluem também laços de amizade que sobrevivem ao tempo e às mudanças da indústria. Sobre Lucia Verissimo, Maitê resume: “Divertida, minha amiga parceira de, sei lá, 50 anos”. O exagero bem-humorado reforça a solidez de uma relação construída diante e fora das câmeras.

De desavenças a reconciliações

Nem todas as memórias, porém, nascem harmoniosas. Ao falar de Betty Faria, Maitê relembra um começo difícil de convivência. “Ela não gostava de mim no início da nossa convivência, somos hoje super amigas”, conta. A frase revela bastidores de disputas e reconciliações em um ambiente competitivo, mas também íntimo.

O tom muda para o humor quando surge o nome de Fábio Porchat, atual inquilino da atriz. “Meu inquilino! Ele tem TOC, descobre coisinhas no apartamento que eu, que morei lá durante 35 anos, não tinha percebido”, brinca. A confissão aproxima a estrela do cotidiano comum, com piadas sobre aluguel e manias domésticas.

Ao lembrar Ney Latorraca, parceiro em trabalhos cômicos, ela descreve um tempo em que o set parecia recreio. “A gente ia para Globo como se fosse para o playground. A gente nem decorava, chegava e decorava na hora, a brincadeira era fazer os câmeras rirem”, diz. O relato desmonta a imagem solene dos bastidores e exibe um clima de liberdade criativa raro na TV atual.

Defesa de Regina Duarte e elogios à música

O quadro também abre espaço para temas sensíveis. Ao comentar Regina Duarte, alvo frequente de críticas e polarizações, Maitê opta por defender a colega. “Regina não é uma pessoa ruim. Não dá para tratar ela com esse desprezo, com essa agressividade”, afirma. A fala toca em um ponto nevrálgico do debate público: a dificuldade de separar divergências de caráter pessoal.

A postura de Maitê tende a alimentar novas discussões sobre o tratamento a figuras públicas que se envolveram em controvérsias políticas. Sua defesa não apaga diferenças, mas questiona o tom de ataques e cancelamentos que se consolidam nas redes sociais.

Quando o assunto é música, o tom volta a ser de admiração entusiasmada. Sobre Adriana Calcanhoto, cantora e compositora, Maitê destaca a precisão criativa. “Ela é de uma musicalidade tanto para escrever a letra como para encaixar uma. Tem uma capacidade de concentração… uma cultura musical que faz com que ela faça belezas em pouquíssimo tempo”, elogia. A descrição ajuda o público a visualizar o processo de criação de uma artista que transita entre MPB, literatura e artes visuais.

Memória viva do audiovisual brasileiro

Entre tantas lembranças, Lima Duarte ocupa um lugar especial na narrativa. “Foi o maior privilégio que eu tive, meu amor até hoje. Pude sentar de camarote e assistir àquele ator nos afazeres da vida dele”, conta Maitê. A declaração mistura devoção profissional e afeto pessoal, reforçando o peso de mestres na formação de uma geração de intérpretes.

O conjunto de depoimentos mostra uma atriz que, aos 68 anos, permanece ativa e influente. Longe de uma simples celebração nostálgica, o quadro evidencia como Maitê Proença hoje usa sua visibilidade para organizar memórias, reavaliar relações e reposicionar colegas diante do público.

Para o programa semanal da coluna GENTE, a presença da atriz funciona como motor de audiência e credibilidade. O formato curto, somado à disponibilidade em múltiplas plataformas como YouTube, Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channel e Roku, favorece o consumo fragmentado, típico de quem assiste em celulares e smart TVs.

No mercado, o impacto econômico direto é modesto, mas o valor simbólico é alto. Conteúdos assim ampliam o catálogo de entrevistas com artistas veteranos, oferecem material para futuras produções documentais e reforçam a relevância do jornalismo cultural em tempos de excesso de informação superficial.

A repercussão abre espaço para novos convites a Maitê, seja em programas semelhantes, seja em projetos que aprofundem suas memórias, hoje dispersas em entrevistas pontuais. Para a coluna GENTE, o sucesso do quadro com a atriz deve estimular a repetição da fórmula “um nome, uma frase” com outras figuras, ajudando a registrar, em série, a história viva da TV brasileira.

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