A Polícia Civil de São Paulo desmantelou uma fábrica clandestina que produzia cosméticos falsificados da WePink, marca da influenciadora Virginia Fonseca. A operação ocorreu na quarta-feira (2), em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, e terminou com 13 pessoas presas em flagrante.
Entre os produtos encontrados estavam embalagens, capas e utensílios utilizados na fabricação de body splash, além de galões de 20 litros com essências líquidas usadas na preparação dos cosméticos. Segundo a investigação, os produtos falsificados eram comercializados nas redes sociais, em lojas do centro da capital e na Feira da Madrugada, no Brás.
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Galpão funcionava como linha de produção
De acordo com a Polícia Civil, o imóvel tinha estrutura para realizar praticamente todas as etapas da fabricação clandestina.
Os investigadores encontraram equipamentos e materiais utilizados para manipulação, envase, rotulagem e acondicionamento dos produtos. A estrutura, segundo a polícia, funcionava como uma linha de montagem.
Os 13 presos foram indiciados por crimes relacionados à falsificação e adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, além de associação criminosa.
Dono da fábrica não foi localizado
O proprietário e coordenador da linha clandestina foi identificado pela polícia como Rodolfo Pereira da Silva. Ele não estava no galpão durante a operação e é tratado como investigado.
No imóvel, os policiais apreenderam uma caminhonete Pajero Dakar registrada em nome de Rodolfo e caixas de encomendas identificadas como “Pedido Rodolfo Pereira”.
A polícia continua as buscas para localizar o investigado e esclarecer a participação de outras pessoas no esquema.
Cinco presos já tinham sido detidos
A investigação também apontou que cinco dos 13 presos já haviam sido detidos anteriormente pelo mesmo tipo de crime.
Daniele dos Santos Stopa, Rodrigo Porfirio Camargo, Filipe Ferreira de Carvalho, Henrique Camargo Vilaça e Vinicius da Silva Prado foram presos em junho, quando a polícia encontrou outra fábrica que produzia cosméticos falsificados da WePink.
Segundo a investigação, eles voltaram a atuar na fabricação dos produtos poucos meses depois. A polícia pediu a conversão das novas prisões em flagrante para preventivas.
Produtos eram vendidos em diferentes canais
Além das redes sociais, os falsificados chegavam ao comércio popular de São Paulo. A Feira da Madrugada, no Brás, aparece entre os pontos onde os produtos eram comercializados.
A polícia apreendeu materiais específicos para a produção dos body splashes e deve analisar os produtos e insumos encontrados durante a operação.
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Entenda o contexto
A operação faz parte das investigações contra a falsificação de cosméticos da WePink, marca associada à influenciadora Virginia Fonseca.
A descoberta de uma segunda fábrica em poucos meses levou a Polícia Civil a investigar a existência de uma estrutura organizada para produzir e distribuir os itens falsificados. A investigação continua para identificar outros envolvidos e localizar o responsável apontado como proprietário do galpão.
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