Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5% em 2026

Boletim Focus mostra segunda queda consecutiva na estimativa do IPCA, enquanto expectativa para o crescimento da economia volta a subir
Redação NC News
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A expectativa do mercado financeiro para a inflação em 2026 voltou a cair. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,01% para 5%, registrando a segunda redução consecutiva nas estimativas dos analistas.

Apesar do recuo, a previsão ainda permanece acima do teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%, considerando a margem de tolerância em torno da meta central de 3%.

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Entenda o que aconteceu

O Boletim Focus reúne semanalmente as projeções de economistas e instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira. A pesquisa é utilizada pelo Banco Central como um dos termômetros das expectativas do mercado para inflação, juros, câmbio e crescimento econômico.

A nova estimativa representa o menor nível projetado para a inflação deste ano desde maio. Há quatro semanas, a previsão dos analistas era de 5,02%, indicando uma trajetória gradual de redução nas expectativas.

Crescimento da economia melhora

Enquanto a projeção para a inflação recuou, a expectativa para o crescimento da economia brasileira apresentou leve melhora. Os economistas passaram a estimar expansão de 1,93% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, acima dos 1,92% projetados na semana anterior.

Foi a primeira alta na projeção do PIB após mais de dois meses de revisões para baixo. O movimento ocorreu depois da divulgação dos dados do segundo trimestre, que mostraram crescimento de 0,5% da economia brasileira.

O que acontece com os juros

As expectativas para a taxa básica de juros permaneceram estáveis. O mercado segue prevendo a Selic em 13,75% ao ano no encerramento de 2026, atualmente em 14%. A expectativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a reduzir o consumo e o crédito, ajudando a conter a alta dos preços.

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Entenda o contexto

Nos últimos meses, a inflação brasileira tem apresentado sinais de desaceleração, impulsionada principalmente pela redução dos preços de alimentos, combustíveis e pelo impacto temporário do bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica. Ainda assim, o mercado continua projetando um IPCA acima da meta oficial para o fechamento de 2026.

Especialistas alertam que fatores como o cenário internacional, oscilações do dólar, preços do petróleo e eventuais impactos climáticos sobre a produção agrícola seguem no radar e podem influenciar o comportamento da inflação nos próximos meses.

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