Flávio destaca Comissão de Segurança na campanha, mas faltou a 72% das sessões

Candidato à Presidência e presidente do colegiado no Senado, Flávio Bolsonaro participou de 3 das 11 sessões consideradas em levantamento sobre 2026; assessoria afirma que atividade parlamentar enfrenta limitações diante da agenda eleitoral.
Redação NC News
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem destacado na campanha eleitoral sua atuação à frente da Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado, colegiado que preside. Um levantamento sobre as reuniões realizadas em 2026, porém, mostra que o parlamentar esteve presente em apenas 3 de 11 sessões consideradas, ficando ausente de aproximadamente 72% delas.

A Comissão de Segurança Pública aparece na propaganda eleitoral de Flávio como parte de sua trajetória na área. Em resposta aos questionamentos sobre as ausências, a assessoria do senador afirmou que o Parlamento possui limites de atuação diante da agenda do candidato à Presidência e defendeu o trabalho desenvolvido por ele no colegiado.

Comissão aparece na propaganda eleitoral de Flávio

A segurança pública ocupa espaço relevante na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Em peças eleitorais, a presidência da comissão do Senado é apresentada antes de propostas relacionadas ao endurecimento de penas, combate ao crime organizado e proteção de mulheres.

O senador assumiu a presidência do colegiado e, ao longo do mandato, participou da relatoria de propostas relacionadas à segurança. Entre os trabalhos destacados pela campanha está sua atuação como relator, em 2024, do projeto que restringiu as saídas temporárias de presos.

O texto foi aprovado pelo Congresso e transformado em lei. A campanha também associa o parlamentar a propostas para endurecer a legislação penal e ampliar instrumentos de enfrentamento às organizações criminosas.

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Levantamento aponta presença em 3 de 11 sessões

Apesar do destaque dado ao colegiado durante a campanha, registros das reuniões analisadas mostram presença de Flávio em três das 11 sessões consideradas no levantamento de 2026.

O número corresponde a uma ausência de aproximadamente 72% das reuniões. Uma das participações ocorreu já durante o período eleitoral, quando o senador compareceu a uma sessão com projetos ligados ao endurecimento de penas e à proteção de mulheres.

O próprio Senado informa que a Comissão de Segurança Pública manteve atividade legislativa ao longo do ano, com análise de projetos, requerimentos e audiências públicas.

Senado registra atuação da comissão em 2026

Em balanço institucional divulgado em julho, o Senado informou que a Comissão de Segurança Pública havia realizado 12 reuniões no primeiro semestre, incluindo duas audiências públicas, além de deliberar 31 matérias legislativas e aprovar 11 requerimentos.

Os números do balanço institucional abrangem diferentes tipos de reunião e adotam critérios próprios da Casa, enquanto o levantamento sobre a presença do senador considerou 11 sessões para calcular a taxa de ausência. Por isso, os totais não devem ser tratados como universos idênticos.

Entre os assuntos analisados pelo colegiado estão combate ao crime organizado, alterações na legislação penal, proteção de vítimas e propostas relacionadas à atuação das forças de segurança.

Campanha destaca propostas de segurança pública

Na propaganda eleitoral, Flávio apresenta propostas como o endurecimento de penas para crimes graves e medidas direcionadas ao combate às facções criminosas.

Uma das bandeiras defendidas pelo candidato é a equiparação de grandes facções criminosas a organizações terroristas. A proposta já foi objeto de discussões no Congresso, mas não avançou nos termos defendidos pelo senador.

Outra frente mencionada na campanha envolve medidas destinadas à proteção das mulheres, incluindo propostas relacionadas a vítimas de violência doméstica.

Projeto sobre porte de armas para mulheres foi relatado por Flávio

Na Comissão de Segurança Pública, Flávio também foi escolhido para relatar uma proposta que permite o porte de arma de fogo para mulheres submetidas a medidas protetivas de urgência.

A matéria integra o conjunto de projetos utilizados para sustentar a atuação parlamentar do senador na área de segurança.

A tramitação dessas propostas, no entanto, depende das etapas regimentais do Senado e da votação pelos demais parlamentares, não sendo resultado exclusivo da atuação do presidente ou do relator da comissão.

Assessoria cita agenda de candidato à Presidência

Questionada sobre as ausências, a assessoria de Flávio afirmou que a atuação parlamentar sofre limitações diante da agenda de campanha presidencial.

A equipe também defendeu que o senador realizou um trabalho direcionado ao endurecimento de penas e à atualização da legislação enquanto esteve à frente da Comissão de Segurança Pública.

A assessoria citou ainda reconhecimentos recebidos pelo parlamentar em avaliações externas de desempenho legislativo e sustentou que sua atuação no Senado demonstra compromisso com a pauta de segurança.

Flávio também deixou de participar de votações no semestre

O levantamento sobre a atividade parlamentar também analisou as deliberações realizadas pelo Senado no primeiro semestre de 2026. Segundo os dados reunidos, Flávio deixou de registrar voto em 43% das votações consideradas.

A ausência em uma votação pode ocorrer por diferentes razões, incluindo compromissos parlamentares simultâneos, licenças, viagens e agendas externas. No caso de Flávio, a assessoria relacionou a redução da atividade parlamentar à intensificação dos compromissos como candidato à Presidência.

A diferença entre a presença registrada no Senado e a exposição da Comissão de Segurança Pública na propaganda eleitoral coloca os dados de atuação parlamentar no centro do debate sobre as credenciais apresentadas pelo candidato durante a campanha.

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Entenda o contexto

Flávio Bolsonaro disputa a Presidência da República nas eleições de 2026 e tem colocado a segurança pública entre os principais temas de sua campanha. A presidência da Comissão de Segurança Pública do Senado aparece como uma das credenciais apresentadas ao eleitorado.

Os registros analisados mostram, porém, que o senador participou de três das 11 sessões consideradas no levantamento deste ano. Ao mesmo tempo, dados oficiais do Senado mostram que o colegiado manteve uma agenda de análise de projetos e requerimentos relacionados à segurança pública.

A assessoria do candidato afirma que sua atuação parlamentar deve ser considerada em conjunto com os compromissos da campanha presidencial e sustenta que Flávio trabalhou pelo endurecimento de penas e pela atualização da legislação penal.

Os dados de presença permitem comparar a atuação registrada no Senado com as credenciais apresentadas na propaganda eleitoral. A avaliação política dessas informações cabe ao eleitor.

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