A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) descartou, nesta sexta-feira (24), a possibilidade de sabotagem no incêndio que atingiu um trem e provocou a paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na Grande São Paulo. A declaração foi feita pelo diretor-presidente da empresa, Michael Sotelo Cerqueira, durante uma coletiva de imprensa.
O posicionamento responde à hipótese levantada pelo ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, que sugeriu nas redes sociais a possibilidade de participação de funcionários no episódio.
O que disse a CPTM?
Segundo Michael Sotelo Cerqueira, não há elementos que indiquem sabotagem por parte de empregados da companhia. O presidente da CPTM destacou o histórico de colaboração dos funcionários durante os processos de transição das linhas para a iniciativa privada.
Ele afirmou que, caso surja qualquer indício de irregularidade, a apuração deverá ser conduzida pelas autoridades competentes.

Artesp vai investigar o caso
Além da investigação sobre as causas do incêndio, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que abrirá um procedimento para apurar a responsabilidade da concessionária Trivia Trens, que assumiu recentemente a operação das linhas 11, 12 e 13.
A agência também determinou que a CPTM volte a atuar, em conjunto com a concessionária, por até 90 dias para auxiliar na operação das linhas e garantir a prestação do serviço aos passageiros.
Falhas marcaram início da nova concessão
O incêndio ocorreu no terceiro dia de operação da Trivia Trens e provocou transtornos para milhares de passageiros, com interrupções no serviço e pessoas caminhando pelos trilhos durante a pane.
Desde que assumiu a administração das linhas, a concessionária já enfrentou uma sequência de falhas operacionais que motivaram cobranças de autoridades e usuários do transporte ferroviário.