PF aponta advogado como “hub” financeiro de suposto esquema ligado a Weverton Rocha

Investigação da Operação Sem Desconto afirma que estrutura comandada por Willer Tomaz auxiliava na movimentação patrimonial e financeira; STF também autorizou nova investigação envolvendo Lulinha.
Redação NC News
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A Polícia Federal (PF) afirmou que a estrutura de empresas, imóveis, aeronaves e contatos ligada ao advogado Willer Tomaz de Souza funcionava como um “verdadeiro hub financeiro, patrimonial e logístico” de um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria como beneficiário o senador Weverton Rocha (PDT-MA).

A conclusão consta da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta terça-feira (5), que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a PF, caberia ao advogado dar suporte operacional e financeiro ao grupo, enquanto o senador seria responsável por formular demandas, indicar beneficiários, cobrar repasses e interferir em decisões patrimoniais. O parlamentar nega irregularidades e não há condenação contra os investigados.

PF detalha papel de investigados

De acordo com a investigação, Willer Tomaz teria atuado como responsável pela estrutura logística do suposto esquema, mantendo ligação com empresas, imóveis, aeronaves e operações financeiras.

Já Weverton Rocha é apontado pela Polícia Federal como o suposto beneficiário final da estrutura investigada.

Ao todo, a operação mira o advogado e outras oito pessoas suspeitas de integrar o grupo.

As medidas de busca e apreensão, além da quebra de sigilo telefônico, foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Flávio Dino autoriza nova investigação contra Lulinha

Também nesta terça-feira (5), o ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a abertura de uma terceira investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além dessa nova investigação, Dino também autorizou a abertura de outro procedimento para apurar possíveis vazamentos ilegais de informações sigilosas relacionadas às investigações.

A medida atende a um pedido apresentado pela defesa de Lulinha, que já manifestou interesse em solicitar a remessa do caso para a primeira instância.

Lulinha já é alvo de outras apurações

Anteriormente, o ministro André Mendonça também autorizou uma investigação da Polícia Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha.

As investigações seguem em andamento, e até o momento não há condenações. Tanto Weverton Rocha quanto Lulinha têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

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