Justiça mantém preso PM réu pela morte de estudante de medicina em SP

Bruno Carvalho do Prado é acusado de envolvimento na morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, durante abordagem em hotel.
Redação NC News
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A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva do policial militar Bruno Carvalho do Prado, réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (3).

Bruno responde ao processo ao lado do também policial militar Guilherme Augusto Macedo. Os dois são acusados de envolvimento na morte do estudante, ocorrida em novembro de 2024, durante uma abordagem em um hotel na Vila Mariana, na Zona Sul da capital paulista.

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PM teve prisão preventiva decretada em julho

Bruno estava respondendo ao processo em liberdade, mas teve a prisão preventiva decretada pela Justiça em 31 de julho de 2026. A decisão ocorreu após ele ser denunciado pela própria esposa por violência doméstica e por suposto descumprimento de medidas cautelares.

A defesa recorreu da decisão e pediu a liberdade do policial, mas a Justiça decidiu manter a prisão.

O caso de violência doméstica ainda está em fase de investigação e tramita separadamente do processo relacionado à morte do estudante.

Caso será levado a júri popular

Bruno e Guilherme são réus por homicídio duplamente qualificado e deverão ser julgados pelo Tribunal do Júri. Guilherme Augusto Macedo permanece em liberdade.

A acusação sustenta que os policiais tiveram participação na morte de Marco Aurélio durante a abordagem. A defesa dos acusados contesta as acusações.

A decisão desta quinta-feira não representa uma condenação. O processo ainda seguirá para julgamento.

Morte aconteceu durante abordagem em hotel

Marco Aurélio Cardenas Acosta tinha 22 anos e era estudante de medicina. Ele morreu em novembro de 2024 após ser baleado durante uma abordagem policial em um hotel na Zona Sul de São Paulo.

O caso gerou repercussão e passou a ser investigado pela Justiça e pelos órgãos de controle da Polícia Militar.

Em agosto, um documento da própria Polícia Militar recomendou a expulsão de Guilherme Augusto Macedo da corporação.

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Entenda o contexto

A prisão de Bruno é uma medida cautelar e pode ser revista pela Justiça durante o andamento do processo. O policial continua sendo tratado como réu e tem direito à defesa e ao devido processo legal.

Os dois PMs acusados deverão responder ao processo perante o Tribunal do Júri, que será responsável por decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.

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