Um advogado é investigado por suspeita de intermediar comunicações clandestinas de uma facção criminosa entre integrantes ligados ao grupo dentro e fora do sistema prisional de Rondônia. A apuração levou a Polícia Civil a deflagrar a terceira fase da Operação Quirinus na sexta-feira (4).
A ação foi realizada em Pimenta Bueno (RO) e incluiu uma intervenção em uma das alas da Casa de Detenção do município. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular durante as diligências.
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Entenda o que aconteceu
A terceira fase da Operação Quirinus foi deflagrada pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 2), vinculada à estrutura especializada de combate à corrupção e ao crime organizado, com apoio da Polícia Penal.
A investigação busca esclarecer como integrantes da organização criminosa conseguiam manter um canal clandestino de comunicação envolvendo pessoas que estavam dentro e fora do sistema penitenciário.
Advogado teria intermediado comunicações
Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, há indícios de que um advogado teria sido utilizado para intermediar comunicações clandestinas entre integrantes da facção e suas lideranças.
A atuação do profissional e as circunstâncias em que essas supostas comunicações ocorreram continuam sob investigação.
Até a divulgação inicial da operação, as autoridades não haviam apresentado detalhes sobre a identidade do advogado nem um balanço completo dos materiais eventualmente apreendidos.
Polícia faz intervenção dentro de presídio
As equipes também entraram em uma ala da Casa de Detenção de Pimenta Bueno, unidade que está no centro das diligências realizadas nesta etapa da investigação.
Além da intervenção no presídio, foram cumpridas ordens judiciais de busca e apreensão em imóveis, pessoas e veículos.
A intenção é reunir novos elementos que permitam identificar como funcionaria a estrutura de comunicação da organização criminosa e delimitar a eventual responsabilidade dos investigados.
Operação chega à terceira fase
A ofensiva realizada em Pimenta Bueno corresponde à Fase III da Operação Quirinus.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Rondônia e tem como foco a atuação de organizações criminosas a partir do sistema prisional, especialmente os mecanismos utilizados para manter contato entre integrantes do lado de dentro das unidades e pessoas em liberdade.
As diligências desta nova etapa buscam aprofundar as informações já reunidas nas fases anteriores e coletar novos elementos para a continuidade da investigação.
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Investigação ainda está em andamento
As informações divulgadas até agora fazem parte de uma investigação em curso. Por isso, a participação do advogado e de outros possíveis envolvidos ainda precisa ser esclarecida pelas autoridades.
A Polícia Civil informou que novos detalhes sobre os desdobramentos da operação seriam apresentados conforme o avanço das diligências.
Até o balanço inicial da ação, não haviam sido divulgadas informações detalhadas sobre eventuais prisões ou sobre tudo o que teria sido encontrado durante o cumprimento dos mandados.
Entenda o contexto
A Operação Quirinus investiga mecanismos que permitiriam a integrantes de organização criminosa manter comunicação apesar das restrições impostas pelo sistema prisional.
Nesta terceira fase, a suspeita envolvendo a atuação de um advogado ganhou destaque porque a investigação aponta que o profissional poderia ter funcionado como intermediário das comunicações clandestinas.
A operação reúne a atuação da Polícia Civil e da Polícia Penal de Rondônia. As diligências devem ajudar os investigadores a estabelecer quem participava do esquema, como as mensagens eram transmitidas e qual era a finalidade das comunicações.
Como a investigação ainda está em andamento, a suspeita atribuída ao advogado não representa comprovação de participação em crime nem condenação.
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