A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de reintegrar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, provocou reação entre pré-candidatos à Presidência da República. Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema criticaram a medida e fizeram cobranças públicas ao Supremo.
A decisão de Dino ocorreu após o ministro André Mendonça determinar o afastamento de Andrei Rodrigues e de outros integrantes da cúpula da Polícia Federal. O episódio aumentou a tensão entre ministros do STF e passou a ser explorado politicamente pelos pré-candidatos.
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Entenda o que aconteceu
A decisão de Flávio Dino recolocou Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal após o afastamento determinado por André Mendonça. A medida também envolve outros integrantes da estrutura da corporação.
O episódio ocorre em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e às suspeitas envolvendo pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. As circunstâncias do caso provocaram uma disputa entre ministros do Supremo sobre medidas relacionadas às investigações.
É nesse cenário que os pré-candidatos passaram a se manifestar publicamente contra a decisão de Dino.
Flávio Bolsonaro cobra atuação de Fachin
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, criticou a situação institucional e cobrou uma reação do presidente do STF, Edson Fachin.
Na publicação, Flávio afirmou que o país estaria “sem presidente” e classificou o cenário como uma “várzea”. O senador também pediu que Fachin trate do assunto imediatamente em uma sessão pública.
Na sequência, Flávio afirmou que a discussão não deveria ser tratada como uma disputa entre esquerda e direita. Para ele, o momento seria de “resgatar o Brasil do cativeiro”.
Caiado critica atuação de Dino
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, também criticou a decisão.
Caiado afirmou que ministros do Supremo teriam “passado de todos os limites” e direcionou críticas mais duras a Flávio Dino. Segundo ele, a postura do ministro teria ultrapassado qualquer limite e provocado uma ruptura na segurança jurídica.
Na publicação, Caiado também utilizou a expressão “Ditadura da Toga, não!” para contestar a atuação do Supremo.
Zema defende Mendonça e cobra prisão
O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, também se posicionou contra a decisão.
Zema classificou o episódio como o “Brasil dos intocáveis” e questionou o retorno de Andrei Rodrigues ao cargo apenas um dia depois do afastamento determinado por Mendonça.
Zema afirmou ainda que o Partido Novo havia pedido a prisão de Andrei Rodrigues e disse que a legenda não pretende recuar. O governador também reiterou apoio ao ministro André Mendonça e encerrou a publicação com a frase “Chega de intocáveis”.
É importante destacar que as afirmações feitas pelos pré-candidatos representam posicionamentos políticos sobre o episódio e não equivalem, por si só, a conclusões judiciais sobre eventual responsabilidade criminal de qualquer pessoa citada.
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Disputa dentro do Supremo ganha repercussão política
A decisão de Dino e as críticas dos pré-candidatos ocorrem em um momento de crescente tensão envolvendo ministros do STF e as investigações relacionadas ao Banco Master.
O episódio também ganhou dimensão política porque três nomes que pretendem disputar a Presidência em 2026 passaram a utilizar as redes sociais para apresentar suas posições sobre a atuação da Corte.
Enquanto Flávio Bolsonaro cobrou uma resposta pública de Fachin, Caiado classificou a atuação de Dino como uma ameaça à segurança jurídica. Zema, por sua vez, reforçou o apoio a Mendonça e defendeu a responsabilização de pessoas que, segundo ele, deveriam ser investigadas.
Entenda o contexto
A disputa envolve diferentes decisões tomadas por ministros do Supremo no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master e às pessoas citadas no caso.
Nesse ambiente, o afastamento e posterior reintegração de integrantes da Polícia Federal se transformaram em um novo foco de tensão institucional. As manifestações de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema mostram como o episódio também passou a ocupar espaço na pré-campanha presidencial.
Os três pré-candidatos adotaram críticas contundentes ao Supremo, embora tenham utilizado argumentos diferentes para questionar a decisão de Flávio Dino.
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