“Ninguém está acima da lei”: Mara Gabrilli cobra transparência no caso Banco Master

Senadora defende que documentos relevantes sejam analisados e tornados públicos dentro dos limites legais e afirma que investigação deve alcançar todos os envolvidos, independentemente de partido, ideologia, cargo ou amizade política
Redação NC News
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A senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) defendeu que todas as informações e documentos relevantes relacionados ao caso Banco Master sejam analisados e, respeitados os limites legais de sigilo, tornados públicos. Em entrevista exclusiva ao NC News, a parlamentar afirmou que a investigação deve alcançar todos os envolvidos, sem levar em consideração partido, ideologia, cargo ou proximidade política.

Para Mara Gabrilli, o princípio deve valer para qualquer pessoa envolvida no caso. “Ninguém está acima da lei”, afirmou a senadora, ao defender que eventuais irregularidades sejam apuradas independentemente de quem esteja envolvido.

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Entenda o que aconteceu

Na entrevista, Mara Gabrilli afirmou que não tem dúvidas sobre a necessidade de analisar documentos e informações que possam contribuir para esclarecer o caso. Segundo ela, eventuais restrições de acesso precisam respeitar apenas os limites previstos em lei.

“Se existem documentos e informações que são relevantes sobre o Banco Master, elas precisam ser analisadas, elas precisam ser tornadas públicas, respeitando os limites legais do sigilo”, declarou.

A senadora também defendeu que a investigação não seja direcionada de acordo com interesses partidários ou políticos. Para ela, todos os envolvidos devem ser submetidos aos mesmos critérios de apuração.

“A investigação tem que alcançar todos os envolvidos, e não é para ficar olhando partido, ideologia, cargo ou amizade política”, afirmou.

Mara Gabrilli lembrou ainda a própria trajetória na vida pública para reforçar a defesa da igualdade perante a lei.

“Eu estou na vida pública há 30 anos e sempre defendi uma coisa muito simples: ninguém está acima da lei”, disse.

Na sequência, a senadora acrescentou que magistrados também precisam estar submetidos a um elevado grau de escrutínio público.

“Juízes devem estar acima de qualquer suspeita”, afirmou.

Transparência não pode ser seletiva

Outro ponto destacado pela senadora foi a manutenção de informações relevantes sob sigilo quando estão envolvidas pessoas com poder e influência.

Mara Gabrilli afirmou que considera preocupante que informações importantes permaneçam escondidas, principalmente quando o caso envolve figuras que ocupam posições de influência dentro das instituições.

“Olha, me preocupa muito quando informações relevantes são mantidas escondidas. Principalmente quando elas envolvem pessoas com poder e influência”, declarou.

Para a parlamentar, o princípio da transparência deve valer de maneira uniforme e não pode ser aplicado de acordo com quem está envolvido.

“A transparência não pode ser seletiva de forma alguma”, afirmou.

Ela também defendeu que agentes públicos estejam preparados para prestar contas à sociedade sobre suas decisões e sobre a maneira como instituições públicas conduzem casos de grande repercussão.

Sociedade tem direito de saber como instituições atuam

Na avaliação da senadora, a sociedade não deve apenas ter acesso às informações, mas acompanhar a maneira como as instituições tratam casos que possam atingir pessoas em posições de poder.

“Quem exerce uma função pública, eu sempre digo, tem que dar exemplo e precisa estar sempre preparado para prestar conta”, disse.

Mara Gabrilli afirmou ainda que a população tem o direito de conhecer os procedimentos adotados pelas instituições em casos que envolvam autoridades de alto escalão.

“A sociedade tem o direito de saber e, ao meu ver, não só o direito de saber, mas o dever de saber como as nossas instituições estão tratando casos que podem atingir os ministros da Suprema Corte”, declarou.

Segundo ela, o princípio que deve prevalecer é o da igualdade perante a lei.

“A lei tem que ser igual para todo mundo”, afirmou.

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Mara Gabrilli defende saída de Alexandre de Moraes

Ao comentar especificamente a atuação do Supremo Tribunal Federal, Mara Gabrilli fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes.

Para a senadora, um ministro que ultrapasse os limites da imparcialidade perde legitimidade para continuar exercendo a função.

“Quando um ministro do Supremo atropela a imparcialidade, ele automaticamente perde a legitimidade”, afirmou.

Na avaliação da parlamentar, Moraes deveria deixar o cargo.

“Alexandre de Moraes tem que pedir para sair, tem que renunciar”, declarou.

A senadora também afirmou que não considera desejável que o Congresso Nacional seja novamente mobilizado em torno de um processo de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Segundo ela, uma nova crise institucional poderia retirar o foco de projetos considerados importantes para a população.

“Porque aí o Congresso inteiro vai se debruçar no impeachment e os projetos que são importantes para a população vão ficar por aí”, afirmou.

“Não quero uma guerra entre direita e esquerda”

Apesar das críticas direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes, Mara Gabrilli afirmou que sua posição não deve ser interpretada como uma defesa de interesses de um determinado campo político.

A senadora disse que não quer transformar a discussão em uma disputa entre direita e esquerda.

“Eu não quero uma guerra entre direita e esquerda. Quero que a lei seja igual para todos”, afirmou.

Na avaliação da parlamentar, o caso deve ser tratado a partir dos fatos e das responsabilidades individuais, e não de acordo com alianças políticas.

“Se alguém cometeu alguma irregularidade, precisa responder por ela, seja de direita, de esquerda, seja aliado ou adversário”, declarou.

Para Mara Gabrilli, o ponto central deve ser a defesa das instituições e do interesse público.

“Porque, no fim das contas, o que precisa prevalecer não é o interesse de um grupo político. É o interesse do Brasil.”

Entenda o contexto

As declarações de Mara Gabrilli ocorrem em meio às discussões sobre o caso Banco Master e às informações envolvendo pessoas com atuação política e institucional.

Na entrevista ao NC News, a senadora defendeu que eventuais documentos relevantes sejam submetidos à análise das autoridades competentes e, quando não houver impedimento legal, disponibilizados à sociedade.

A parlamentar também sustentou que a apuração precisa seguir critérios iguais para todos os envolvidos, sem distinção por partido, ideologia, cargo ou relações políticas.

Ao abordar especificamente o Supremo Tribunal Federal, Mara Gabrilli criticou a atuação de Alexandre de Moraes e defendeu a saída do ministro, além de afirmar que uma nova disputa de impeachment no Congresso poderia prejudicar a tramitação de projetos de interesse da população.

A senadora reforçou, porém, que sua defesa é por uma investigação que alcance todos os envolvidos e pela aplicação da lei de maneira uniforme.

“Não pode existir dois pesos e duas medidas”, afirmou.

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