O Ministério Público de São Paulo (MPSP) arquivou a investigação sobre o episódio em que alunos de uma escola da zona sul da capital passaram mal após inalarem fumaça de um treinamento da Polícia Militar, realizado em um batalhão próximo à unidade de ensino. A decisão foi tomada na quarta-feira (16).
O caso aconteceu em 25 de junho, na Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva. A fumaça utilizada durante a atividade da PM se espalhou até a área da escola e provocou mal-estar nos estudantes. Cinco alunos precisaram ser encaminhados para atendimento médico.
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Investigação não encontrou crime
Durante a apuração, o MPSP concluiu que não houve crime militar nem crime comum relacionado ao episódio.
Segundo a investigação, o que ocorreu foi uma “falha humana” do sargento Júlio Cesar da Silva, responsável pelo treinamento. Ele tinha capacitação para utilizar bombas de gás lacrimogêneo, mas não verificou a direção do vento antes da atividade, fator que contribuiu para que a fumaça chegasse à escola.
Sargento recebeu punição disciplinar
Apesar do arquivamento da investigação criminal, o policial foi responsabilizado administrativamente pela falha.
Júlio Cesar recebeu dois dias de permanência disciplinar como punição pelo episódio. De acordo com o MPSP, as medidas disciplinares e preventivas adotadas foram consideradas suficientes para o caso.
Cinco alunos foram levados ao hospital
Na ocasião, a fumaça utilizada durante o treinamento da PM chegou à área da Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva, na zona sul de São Paulo.
Cinco estudantes passaram mal e precisaram de atendimento. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, e os alunos foram encaminhados para unidades de saúde para avaliação médica.
A escola também suspendeu temporariamente as atividades e adotou medidas de segurança após o episódio.
PM disse que treinamento ocorria em área destinada à atividade
Após o caso, a Polícia Militar informou que o treinamento da Força Tática acontecia em uma área previamente destinada a esse tipo de instrução.
Segundo a corporação, a atividade foi interrompida assim que a situação foi percebida. A PM também afirmou que prestou atendimento às pessoas que apresentaram desconforto e acionou os serviços de emergência.
A corporação instaurou um procedimento administrativo para apurar o ocorrido.
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Quem pediu a investigação
A apuração foi aberta após uma representação apresentada por parlamentares.
Participaram da iniciativa a vereadora Amanda Paschoal e um grupo formado pela deputada federal Luciene Cavalcante, pelo deputado estadual Carlos Giannazi e pelo vereador paulistano Celso Giannazi.
Na representação, eles questionaram o planejamento do treinamento e argumentaram que a utilização de munição química perto de uma escola deveria ter considerado os riscos para a comunidade do entorno.
O MPSP, porém, concluiu que não houve omissão dos órgãos responsáveis e determinou o arquivamento do procedimento.
Entenda o contexto
O episódio ocorreu em junho, quando uma atividade de treinamento da Polícia Militar acabou afetando uma escola localizada próxima ao local utilizado para a instrução.
A investigação do MPSP concluiu que não houve crime, mas identificou uma falha no procedimento adotado pelo sargento responsável, relacionada à verificação da direção do vento.
Com a punição disciplinar aplicada ao policial e as demais medidas adotadas, o Ministério Público decidiu pelo arquivamento da apuração.
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