Dois homens foram presos em Campinas, no interior de São Paulo, suspeitos de participar de um esquema de estelionato em plataformas de comércio eletrônico. Segundo a Polícia Civil, o grupo anunciava equipamentos de informática de alto valor, mas enviava panos, pedras e outros objetos sem valor aos compradores. O prejuízo identificado até o momento ultrapassa R$ 100 mil.
A investigação aponta que os suspeitos também adulteravam as etiquetas das encomendas antes das postagens para dificultar a descoberta da fraude. Um terceiro investigado, de Minas Gerais, também foi identificado como participante do esquema, que, segundo a polícia, era praticado diariamente.
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Compradores recebiam panos e pedras no lugar dos eletrônicos
De acordo com a investigação, os suspeitos criavam anúncios de equipamentos de informática de alto valor em plataformas de vendas pela internet.
Depois que o comprador efetuava o pagamento, os investigados preparavam uma encomenda, mas colocavam dentro da caixa objetos sem valor comercial, como panos e pedras, em vez do equipamento anunciado.
Quando a vítima recebia a encomenda e percebia que havia sido enganada, acionava a plataforma responsável pela negociação e solicitava o reembolso.
Etiquetas das encomendas eram adulteradas
A polícia afirma que o grupo adotava outro procedimento para dificultar a identificação da fraude: as etiquetas das encomendas eram adulteradas no momento da postagem.
A estratégia fazia parte da dinâmica investigada pelas autoridades e buscava dificultar o rastreamento das operações fraudulentas.
Mesmo com o reembolso concedido aos compradores, o prejuízo acabava ficando com a empresa responsável pela plataforma de comércio eletrônico.
Dinheiro era retirado rapidamente das contas
Segundo os investigadores, após receber o pagamento pelas supostas vendas, os suspeitos movimentavam rapidamente o dinheiro.
Quando a plataforma identificava o golpe e tentava recuperar os valores para cobrir o reembolso feito ao consumidor, não encontrava saldo suficiente nas contas vinculadas aos vendedores.
Com isso, a empresa assumia o prejuízo provocado pelas transações fraudulentas.
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Prejuízo já ultrapassa R$ 100 mil
A Polícia Civil identificou, até o momento, prejuízo superior a R$ 100 mil relacionado ao esquema.
Os investigadores constataram ainda que as fraudes eram praticadas diariamente e contavam com a participação de um terceiro suspeito localizado em Minas Gerais.
A apuração continua para dimensionar o número de transações realizadas e verificar se existem outros envolvidos ou operações ainda não identificadas.
Mandados foram cumpridos em Campinas
Os policiais cumpriram mandados em um endereço relacionado a um dos investigados na região da Cidade Universitária, em Campinas.
Durante a ação, equipamentos e outros itens de informática foram apreendidos e serão analisados no decorrer da investigação.
Os dois suspeitos localizados em Campinas foram autuados em flagrante. Posteriormente, a prisão deles foi convertida em preventiva.
Terceiro suspeito foi identificado em Minas Gerais
A investigação também identificou a participação de um terceiro homem que estaria em Minas Gerais.
Segundo a Polícia Civil, ele integraria o esquema junto com os dois suspeitos presos em Campinas.
As autoridades continuam analisando documentos, movimentações financeiras e equipamentos apreendidos para estabelecer a participação individual de cada investigado.
Compras online exigem atenção
Consumidores podem adotar medidas para reduzir os riscos durante compras realizadas pela internet, especialmente quando produtos de alto valor são oferecidos por vendedores desconhecidos.
É recomendável verificar o histórico do vendedor, avaliações de outros compradores, condições da oferta e manter pagamentos e conversas dentro dos sistemas oficiais da plataforma utilizada.
Em caso de divergência entre o produto comprado e o conteúdo recebido, o consumidor deve preservar a embalagem, registrar imagens da encomenda e procurar os canais oficiais da plataforma. Quando houver suspeita de fraude, a ocorrência também pode ser comunicada às autoridades.
Entenda o contexto
A investigação começou após a identificação de fraudes envolvendo vendas de equipamentos de informática pela internet.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos anunciavam produtos de maior valor, recebiam os pagamentos e enviavam objetos como panos e pedras. As etiquetas das encomendas também seriam adulteradas.
Dois homens foram presos em Campinas e tiveram as prisões convertidas em preventivas. Um terceiro suspeito, de Minas Gerais, também foi identificado. O prejuízo apurado até agora supera R$ 100 mil, mas a investigação continua.
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