A Polícia Civil do Espírito Santo aponta Edson Vander da Silva Júnior, amigo de infância e ex-agente do atacante David Corrêa, do Vasco, como um dos principais alvos da investigação da Operação A Tropa, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e armas no estado.
Segundo os investigadores, Edson exercia uma espécie de função de empresário do jogador e controlava parte das finanças de David. Ao mesmo tempo, ele é apontado pela polícia como responsável pelo tráfico de drogas na região de Serra Dourada 3, na Serra, na Grande Vitória.
A investigação também analisa conversas encontradas em um celular apreendido durante uma apuração de tentativa de homicídio em 2024. Foi a partir desse material que os investigadores chegaram a David e a outro jogador, Hayner Willian Monjardim, atualmente no Vila Nova.
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Relação com o jogador
David Corrêa e Edson eram amigos de infância. De acordo com a polícia, a relação entre os dois teria ultrapassado a amizade, já que Edson teria atuado como uma espécie de administrador financeiro da carreira do atacante.
Os investigadores encontraram mensagens trocadas entre os dois que agora fazem parte da apuração.
Em uma das conversas, David teria respondido a uma imagem de uma pistola com a frase:
“Tem que matar um para ver de qual é.”
Em outro diálogo, relacionado a uma tentativa de homicídio, o jogador teria escrito:
“Mereceu tomar uns tiros mesmo.”
A polícia investiga o contexto das mensagens e tenta determinar se elas indicam algum envolvimento do atleta com as atividades criminosas ou se estão relacionadas apenas à amizade mantida com Edson. Até o momento, não há condenação ou confirmação de participação de David no esquema.
Operação investiga tráfico e armas
A Operação A Tropa foi deflagrada pela Polícia Civil para investigar uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas, tráfico de armas e possível ligação com facção criminosa.
A ação atingiu diferentes estados e teve como alvos, além de Edson, os jogadores David Corrêa e Hayner Monjardim.
Segundo informações divulgadas durante a investigação, quatro pessoas foram presas temporariamente. Os jogadores foram alvos de mandados de busca e apreensão, mas não foram presos.
Polícia encontrou mensagens e movimentações financeiras
Além das conversas, os investigadores analisam transferências bancárias e movimentações financeiras que podem ajudar a esclarecer a relação entre o jogador e Edson.
A polícia busca identificar se os recursos administrados pelo ex-agente tinham alguma relação com atividades criminosas ou se eram exclusivamente ligados à carreira profissional de David.
A apuração ainda está em andamento e os investigadores devem analisar documentos, aparelhos eletrônicos e dados financeiros apreendidos durante a operação.
Defesa de David nega envolvimento
David Corrêa não foi preso e segue atuando profissionalmente pelo Vasco. O clube informou que está colaborando com as autoridades durante a investigação.
O jogador está entre os investigados porque a polícia encontrou conversas e outros elementos que indicariam proximidade com Edson, mas isso, por si só, não significa que ele tenha participado das atividades criminosas investigadas.
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Entenda o contexto
A investigação começou a ganhar novos desdobramentos depois que a polícia analisou um celular apreendido em uma investigação de tentativa de homicídio ocorrida em 2024.
No aparelho, os investigadores encontraram conversas envolvendo Edson e os jogadores David Corrêa e Hayner Monjardim. A partir desses dados, a polícia passou a investigar a extensão dos vínculos entre os atletas e o suspeito apontado como integrante de uma organização criminosa.
O principal objetivo agora é esclarecer se os contatos encontrados nos celulares e as movimentações financeiras têm relação com atividades criminosas ou se fazem parte apenas das relações pessoais e profissionais mantidas pelos envolvidos.
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