A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (3) a Operação Helmintos, que investiga um grupo suspeito de atuar na lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações, o esquema teria movimentado quase R$ 1 bilhão por meio de imóveis de alto padrão, empresas e estabelecimentos comerciais.
A operação também chegou à Prefeitura de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. A Divisão de Compras e Contratação de Serviços foi alvo de medidas judiciais relacionadas à investigação de uma licitação para exploração de quiosques na Orla da Aviação. O processo foi encerrado em setembro de 2020.
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Polícia apura favorecimento em licitação
De acordo com a investigação, pessoas ligadas ao grupo teriam sido favorecidas em uma licitação pública para quiosques da orla de Praia Grande. A polícia também apura se houve participação de agentes públicos e eventual pagamento de apoio financeiro a políticos eleitos no município.
A suspeita é de que o grupo utilizasse empresas e pessoas interpostas para ocultar patrimônio e movimentar recursos. Além da lavagem de dinheiro, os investigadores apontam uma possível tentativa de ampliar a influência da organização criminosa em setores da administração pública e da política local.
Quatro suspeitos tiveram prisão decretada
A Justiça decretou a prisão temporária de quatro pessoas apontadas pela investigação como lideranças ou operadores financeiros do esquema. Outras seis pessoas também são alvo de mandados de busca e apreensão.
As medidas foram cumpridas em endereços residenciais e comerciais, empresas e outros locais de Praia Grande, Guarujá, Santo André e Santana de Parnaíba.
A Justiça também autorizou o bloqueio de contas e investimentos e o sequestro de 29 imóveis ligados aos investigados.
Prefeitura nega ter sido alvo direto de mandado
Em nota, a Prefeitura de Praia Grande afirmou estar à disposição das autoridades para fornecer informações. A administração municipal declarou que não houve cumprimento de mandado de busca e apreensão dentro do prédio da prefeitura.
Segundo a gestão, um agente da Polícia Civil esteve no local para solicitar informações sobre uma licitação específica envolvendo um único quiosque localizado na orla.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e dimensionar a atuação financeira e política do grupo.
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Entenda o contexto
A Operação Helmintos investiga um núcleo suspeito de utilizar negócios imobiliários, empresas e atividades comerciais para lavar dinheiro atribuído ao tráfico de drogas. Entre as frentes apuradas está a exploração de quiosques em áreas públicas de Praia Grande e um possível favorecimento em licitações municipais.
A Polícia Civil também apura se o grupo tentou ampliar sua influência sobre agentes públicos e políticos. As suspeitas ainda estão sob investigação e deverão ser esclarecidas ao longo do processo.
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