Número 2 da PF sai em defesa de Andrei Rodrigues após afastamento: “A verdade prevalecerá”

Diretor-executivo William Murad manifestou apoio ao chefe da Polícia Federal após decisão do ministro André Mendonça e afirmou que a corporação saberá enfrentar a crise institucional.
Redação NC News
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O diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Murad, afirmou nesta terça-feira (8) que confia no diretor-geral afastado da corporação, Andrei Rodrigues, e declarou que “a verdade prevalecerá” diante da crise provocada pela decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

A manifestação ocorreu durante a abertura de um curso de formação de agentes da PF, em Brasília. Andrei era esperado para participar do evento, mas cancelou sua presença após ser informado do afastamento determinado por Mendonça.

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Entenda o que aconteceu

Em seu discurso, Murad afirmou que a Polícia Federal não se deixará abalar pelos acontecimentos recentes e demonstrou apoio público à atual direção da instituição.

Segundo ele, o momento exige serenidade, mas a corporação tem condições de superar mais esse episódio. A fala foi interpretada como uma demonstração de respaldo a Andrei Rodrigues, que está afastado preventivamente do cargo.

O afastamento foi determinado pelo ministro André Mendonça após questionamentos sobre relatórios produzidos pela área de inteligência da PF. O magistrado entendeu que os documentos podem ter sido utilizados de forma inadequada em investigações envolvendo integrantes do próprio Supremo.

Decisão provocou reação na cúpula da PF

A decisão gerou forte repercussão dentro da Polícia Federal. Integrantes da cúpula da instituição relataram indignação e classificaram a medida como excessiva.

Além disso, 11 diretores da PF colocaram seus cargos à disposição em um gesto de apoio a Andrei Rodrigues e ao diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, que também foi afastado. Em nota, os dirigentes afirmaram que os dois foram alvo de acusações sem fundamento e defenderam a preservação da autonomia da corporação.

Julgamento no STF continua em análise

A decisão de Mendonça passou a ser analisada pela Segunda Turma do STF. O colegiado chegou a formar maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que solicitou mais tempo para examinar o caso.

Enquanto não há uma definição final, William Murad assumiu interinamente o comando da Polícia Federal. Integrantes da corporação avaliam que sua escolha sinaliza continuidade administrativa e operacional da instituição durante o período de afastamento do diretor-geral.

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Entenda o contexto

O afastamento de Andrei Rodrigues ocorre em meio a uma crise institucional envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal e investigações relacionadas ao chamado caso Banco Master. A disputa ganhou novos capítulos após a produção de relatórios de inteligência que passaram a ser questionados por ministros da Corte.

André Mendonça argumentou que houve indícios de monitoramento indevido e determinou o afastamento preventivo de Andrei e Leandro Almada para evitar possíveis interferências nas apurações. Já aliados do diretor-geral afastado afirmam que a medida tem motivação política e defendem a atuação da atual gestão da PF.

O caso ampliou a tensão entre setores do Judiciário e da Polícia Federal e deve continuar sendo acompanhado pelo STF nos próximos dias, enquanto o governo federal avalia seus próximos passos diante da crise.

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