Mulher que fingiu ter 12 anos e viveu 14 meses com família em Joinville vai cumprir pena em casa

Amanda Maria Souza de Oliveira passa para o regime aberto a partir de 20 de setembro, após falta de vaga no sistema prisional catarinense para o semiaberto
Redação NC News
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A Justiça de Santa Catarina autorizou a prisão domiciliar de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, condenada após fingir ser uma menina de 12 anos e viver durante cerca de 14 meses com uma família em Joinville, no Norte do estado. A mudança para o regime aberto está prevista para ocorrer a partir de 20 de setembro.

A decisão não representa uma absolvição nem a anulação da condenação. Amanda foi condenada por estelionato e falsa identidade e recebeu pena de 1 ano, 6 meses e 10 dias de reclusão, além de 4 meses e 18 dias de detenção. A autorização para o regime aberto ocorreu porque o Presídio Feminino de Joinville não possui estrutura para receber mulheres no regime semiaberto e não havia vaga disponível em outra unidade prisional de Santa Catarina.

 

Por que Amanda vai cumprir a pena em casa?

A defesa pediu a progressão do regime diante da falta de estrutura para o cumprimento do semiaberto no presídio onde Amanda estava detida. A Justiça autorizou a passagem para o regime aberto, com cumprimento da pena em prisão domiciliar.

A mulher estava presa desde 2 de junho, quando foi detida na casa da família que havia acreditado em sua identidade falsa. A condenação havia determinado inicialmente o regime semiaberto, mas a ausência de vaga adequada no sistema prisional catarinense levou à mudança na forma de cumprimento da pena.

 

Condenação aconteceu em agosto

Amanda foi condenada pela Justiça de Santa Catarina por estelionato e falsa identidade após a investigação apontar que ela se apresentou como uma adolescente de 12 anos e utilizou o nome falso de Gabriele Ferreira dos Santos.

Segundo as informações reunidas no processo, ela procurou uma comunidade religiosa e afirmou estar em situação de vulnerabilidade e ter sido vítima de maus-tratos. A partir desse contato, acabou sendo acolhida por uma família de Joinville, que acreditava estar ajudando uma criança.

A convivência durou aproximadamente 14 meses. Durante esse período, Amanda recebeu moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados enquanto mantinha a história de que era menor de idade.

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Família chegou a preparar festa de aniversário

A farsa foi incorporada à rotina da casa. A família chegou a preparar um quarto para Amanda e organizar uma comemoração pelo suposto aniversário de 12 anos.

De acordo com as informações divulgadas durante a investigação, ela também adotava comportamentos considerados infantis para reforçar a identidade que apresentava. A família, por sua vez, acreditava estar oferecendo proteção a uma menina que teria fugido de uma situação de violência.

 

Como a família descobriu a verdadeira identidade?

A história começou a ser questionada depois que familiares passaram a pesquisar informações sobre a mulher e encontraram registros de situações semelhantes em outros estados.

A Polícia Civil foi acionada e a identidade de Amanda acabou confirmada. Segundo as investigações, havia registros de episódios semelhantes envolvendo a mulher em diferentes partes do país.

A prisão ocorreu em 2 de junho, na própria residência onde ela vivia com a família em Joinville.

 

Defesa contestou a condenação

Durante o processo, a defesa pediu a absolvição de Amanda e também questionou a manutenção da prisão. Os advogados sustentaram ainda questões relacionadas à saúde mental da mulher, que passou por avaliação de sanidade mental autorizada pela Justiça.

O Ministério Público, por outro lado, pediu a condenação pelos crimes atribuídos a ela. Na sentença, a Justiça reconheceu a responsabilidade criminal de Amanda por estelionato e falsa identidade.

 

O que muda com a prisão domiciliar?

A mudança de regime altera a forma como Amanda cumprirá a pena, mas não elimina a condenação. A partir de 20 de setembro, ela deverá cumprir as condições determinadas pela Justiça no regime aberto, em prisão domiciliar.

A decisão está relacionada especificamente à situação do sistema prisional catarinense. O Presídio Feminino de Joinville não dispõe de estrutura para o regime semiaberto e, segundo a decisão, também não havia vaga disponível em outra unidade do estado.

Assim, a prisão domiciliar foi adotada como forma de viabilizar o cumprimento da pena dentro do regime estabelecido pela Justiça.

 

O caso que chamou atenção em Joinville

A história ganhou repercussão nacional porque Amanda conseguiu permanecer por mais de um ano dentro de uma família que acreditava estar acolhendo uma criança em situação de vulnerabilidade.

O caso começou a ser investigado depois que surgiram dúvidas sobre a identidade apresentada por ela. A descoberta levou à prisão e posteriormente à condenação por estelionato e falsa identidade.

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Entenda o contexto

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi presa em junho depois que a Polícia Civil descobriu que ela havia se apresentado como uma menina de 12 anos para uma família de Joinville. A convivência durou cerca de 14 meses.

Em agosto, a Justiça a condenou por estelionato e falsa identidade, com pena de 1 ano, 6 meses e 10 dias de reclusão, além de 4 meses e 18 dias de detenção. O regime inicialmente estabelecido foi o semiaberto.

Agora, a Justiça autorizou a progressão para o regime aberto e o cumprimento da pena em prisão domiciliar a partir de 20 de setembro. A medida foi tomada diante da falta de estrutura para o regime semiaberto no Presídio Feminino de Joinville e da ausência de vaga em outra unidade prisional de Santa Catarina.

O caso continua relacionado à condenação já estabelecida pela Justiça. A prisão domiciliar representa uma mudança na forma de cumprimento da pena, e não uma revisão da decisão que responsabilizou Amanda pelos crimes.

 

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