STJ já tem 4 votos contra recursos de Wilson Lima na Operação Sangria

Raul Araújo, Og Fernandes, Maria Isabel Gallotti e Nancy Andrighi rejeitaram pedidos das defesas; julgamento virtual termina na terça-feira (8)
Redação NC News
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O julgamento de dois recursos ligados à Operação Sangria avançou nesta sexta-feira (4) no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com quatro votos contrários aos pedidos das defesas. O relator, ministro Raul Araújo, foi acompanhado pelos ministros Og Fernandes, Maria Isabel Gallotti e Nancy Andrighi.

Os recursos foram apresentados pelas defesas do ex-governador do Amazonas Wilson Lima e de Gutemberg Leão Alencar, no âmbito da Ação Penal 993/DF. A sessão virtual da Corte Especial está prevista para terminar na próxima terça-feira (8).

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Entenda o que aconteceu

Os dois agravos regimentais discutem uma decisão relacionada à condução da Ação Penal 993/DF, processo que teve origem na Operação Sangria e envolve suspeitas de irregularidades na compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19.

Relator dos recursos, Raul Araújo votou pela rejeição dos pedidos das defesas. Na sequência, Og Fernandes, Maria Isabel Gallotti e, agora, Nancy Andrighi acompanharam o entendimento apresentado pelo relator. Com isso, o placar parcial chegou a 4 votos a 0.

Quarto voto amplia placar

O voto mais recente foi da ministra Nancy Andrighi, que aparece no sistema de acompanhamento do STJ como integrante que acompanhou o relator.

A ministra é justamente quem as defesas tentavam afastar da condução da Ação Penal 993/DF. O entendimento apresentado no julgamento mantém o processo sob a relatoria de Andrighi.

Julgamento entra na reta final

A análise acontece no plenário virtual da Corte Especial e está prevista para terminar em 8 de setembro.

Ainda há ministros aptos a apresentar votos. Também existe a possibilidade de pedido de vista ou destaque, situações que podem alterar o andamento do julgamento.

A Corte Especial possui 15 ministros, mas Francisco Falcão e Mauro Campbell Marques estão impedidos de participar deste caso.

Discussão é processual

Apesar de a Operação Sangria investigar suspeitas relacionadas à aquisição de respiradores pelo governo do Amazonas, os recursos analisados neste julgamento não tratam da culpa ou inocência dos réus.

A discussão é processual e envolve a competência e a relatoria da ação penal. O voto de Raul Araújo sustentou que não havia fundamento para redistribuir o processo e que a ação deveria continuar sob a condução de Nancy Andrighi.

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O que pode acontecer até terça-feira

Os ministros que ainda não votaram podem apresentar suas posições até o fim do julgamento virtual. Também existe a possibilidade de algum integrante solicitar vista ou destaque, o que pode alterar o formato da análise.

Por enquanto, o resultado parcial indica maioria pela manutenção da decisão questionada pelas defesas, mas o julgamento ainda não foi concluído.

Entenda o contexto

A Operação Sangria investigou suspeitas envolvendo contratos para aquisição de respiradores durante a pandemia no Amazonas. O caso deu origem a diferentes procedimentos e processos judiciais.

Na etapa atual, as defesas de Wilson Lima e Gutemberg Leão Alencar questionam aspectos relacionados à condução da ação penal. O resultado dos recursos pode definir a manutenção da atual relatoria, mas não representa uma condenação ou absolvição dos envolvidos.

Com o novo voto, o placar chegou a 4 a 0 contra os recursos. A votação, porém, ainda não terminou e pode receber novas manifestações até o encerramento da sessão virtual, em 8 de setembro.

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